Neste domingo fiz 56 anos. Até agora foi um pouco mais de meio século vivido como todo mundo. Errei muito, acertei menos, trabalho todo dia como...
continue lendoFala, Datena!
A situação se repete, mais uma greve acontece no país. Só que desta vez foi uma greve anunciada. Uma paralisação de uma categoria que é de fundamental importância para o nosso país, nossos irmãos caminhoneiros. Eles param e com eles para a distribuição do país, de nossas riquezas, do escoamento dos nossos produtos. Eles são responsáveis pelo transporte não só do nosso produto interno, mas também de produtos que vêm de outros países.
Essa paralisação acontece porque essa é uma profissão muito difícil, extenuante, de risco – há risco nas estradas mal conservadas, de violência, roubo, assalto, mortes. É um trabalho insalubre e as empresas pagam pouco, exigem muito, e dessa forma levam o profissional a viver de remédios para manterem-se mais tempo ao volante. Até mesmo o trabalhador autônomo reclama das condições que tem que enfrentar.
Enfim, não é uma profissão a altura do que deveria ser, isso principalmente pela incompetência de gestão dos governos, que se repete desde a época do Império. O Brasil precisava de mais ferrovias, faltam investimentos na malha viária, isso é evidente. Por tudo isso, acredito e defendo, que os caminhoneiros têm o direito de reclamar, de protestar.
Mas, por outro lado, quando essa paralisação tira o direito de ir e vir dos demais cidadãos, eu sou contra. São cinco estados parados com inúmeros protestos em rodovias. Muitas daquelas pessoas que são impedidas de passar pelo bloqueio feito pelos manifestantes estão ali tentando chegar a suas casas, ou seguindo para um compromisso profissional, um tratamento médico, o que seja. Elas têm o direito de chegar a seu destino.
Entendo que ninguém faz greve de graça. Mas é preciso respeitar o direito das outras pessoas.