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Corregedora da Polícia Civil de SP é afastada por defender policiais que deixaram escrivã nua

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Quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 - 19h45       Última atualização, 24/02/2011 - 20h42

A corregedora da Polícia Civil de São Paulo, Maria Inês Valente, foi afastada do cargo nesta quinta-feira. Maria Inês foi punida depois de defender a ação dos policiais que algemaram e arrancaram as roupas de uma colega dentro de uma delegacia. As imagens, filmadas pelos próprios agentes da corregedoria, foram exibidas em primeira mão pelo Jornal da Band na sexta-feira.

Após a divulgação das imagens, a corregedora disse que a reportagem era um desserviço e desestimulava o trabalho sério do órgão. Ela também defendeu os policiais envolvidos. Maria Inês disse ainda que o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, sabia de tudo, entretanto, o caso foi mantido em sigilo. O secretário nega.

Na segunda-feira, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, ficou indignada com as cenas e pediu providências. O promotor de Justiça, Fabrício Tosta de Freitas, acredita que há fortes indícios de prática de improbidade administrativa. Ele abriu um inquérito para apurar as possíveis irregularidades.

Os delegados envolvidos na ação também foram afastados pela SSP (Secretaria de Segurança Pública), três dias após a divulgação do vídeo. Entretanto, o afastamento dos policiais é administrativo. Todos, por enquanto, vão continuar à disposição dos departamentos de origem.

Procurada pela reportagem do Jornal da Band, a SSP não quis explicar o motivo de não tomar providências via Diário Oficial.