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Atualizado em 14/09/2017 13:07

Incêndio em colégio islâmico deixa 23 mortos

Principal causa das mortes foi inalação da fumaça provocada pelas chamas; vítima mais nova tinha três anos
Várias janelas eram protegidas por grades de metal difíceis de serem abertas / Lai Seng Sin/Reuters Várias janelas eram protegidas por grades de metal difíceis de serem abertas Lai Seng Sin/Reuters

Um incêndio em um colégio interno islâmico de Kuala Lumpur, capital da Malásia, deixou ao menos 23 mortos nesta quinta-feira, em sua maioria meninos adolescentes, que pediram ajuda através de janelas travadas, segundo autoridades e testemunhas.

De acordo com bombeiros, o incêndio começou por volta de 5h40min em um dormitório na cobertura do prédio de três andares, onde estudantes dormiam em beliches, com várias janelas protegidas por grades de metal. Um sobrevivente afirmou que os meninos só conseguiram abrir uma delas.

Dois professores também morreram no incêndio do internato Darul Quran Ittifaqiyah, localizado a apenas 15 minutos das icônicas Torres Petronas de Kuala Lumpur, disse a polícia. A perícia constatou que a causa principal das mortes a foi inalação de fumaça. Segundo a mídia, a vítima mais jovem tinha apenas três anos de idade.

Preocupação

O desastre renovou pedidos por uma verificação mais rígidas das chamadas escolas "tahfiz", onde estudantes aprendem a memorizar o Alcorão. As instituições não são regulamentadas pelo Ministério de Educação,por isso a responsabilidade é do Departamento religioso.

O vice-diretor de operações do Corpo de Bombeiros, Soiman Jahid, disse que o incêndio provavelmente foi provocado por um curto-circuito ou um dispositivo repelente de mosquitos.

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