Festival de Parintins 2012

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Atualizado em sábado, 9 de junho de 2012 - 15h51

Entenda a história contada em Parintins

Entenda a história contada em Parintins Alegorias impressionam no bumbódromo Rodrigo Belentani/Band

O festival folclórico de Parintins é uma espécie de ópera amazônica. Dentro do bumbódromo, o estádio poligonal da cidade dividido entre azul e vermelho, os bois Caprichoso e Garantido apresentam um espetáculo diferente a cada uma das três noites.

A história básica em torno da qual toda a festa gira é da ressurreição do boi, um animal dançarino, alegre e brincalhão, muito querido por todos. Ocorre que um dia, um empregado da fazenda onde ele vivia mata o bicho para satisfazer o desejo de sua esposa, Mãe Catirina, que, grávida, queria comer a língua do bicho.

Os dois passam a ser perseguidos por todos na cidade, enquanto o Amo da fazenda e sua filha, Sinhazinha, lamentam muito a morte do boi. Depois de muita reza e com a ajuda do Pagé, conseguem ressuscitar o animal e após uma grande festa Pai Francisco e Mãe Catirina são perdoados.

Os diferentes quesitos a partir dos quais os jurados avaliam os bois são chamados itens. Eles podem ser individuais (os personagens da lenda) ou coletivos, como os grupos de percussão e de coreografia.

Sinhazinha é uma das figuras mais importantes da festa. Rodrigo Belentani/Band
 

Cada um desses itens tem um número e também é um ato dentro do espetáculo, já que entra em um determinado momento e com uma toada (música) própria.

Para você entender melhor o que cada item representa, o band.com.br organizou uma lista explicando cada um deles. Confira:

Apresentador
É quem agita o público e narra o que está acontecendo

Levantador de Toadas
Cantor do boi, que interpreta as toadas, como são chamadas as músicas do espetáculo

Marujada e Batucada
São, respectivamente, os grupos de percussão do Caprichoso e Garantido

Ritual Indígena

Atores e dançarinos que coreografam o estado físico e espiritual do pagé em sua luta do bem contra o mal

Porta-estandarte
Conduz o estandarte do boi. Simboliza a força da tradição e da sabedoria indígena

Amo do Boi

Cantor e compositor que faz versos desafiando o contrário (adversário) e exaltando o seu boi. No folclore, é o dono da fazenda e o pai da Sinhazinha.

Sinhazinha da Fazenda
Filha do Amo, é uma personagem que simboliza a prosperidade brasileira. Na representação, gosta muito do boi e tem de ser graciosa

Rainha do Folcore

Simboliza a expressão do poder pela manifestação popular. Deve possuir graça, movimentos com desenvoltura, incorporação, indumentária.

Cunhã-Poranga

Representa a beleza feminina indígena. É uma sacerdotisa, guerreira e guardiã, que expressa força. Deve possuir desenvoltura e incorporar a personagem

Boi Bumbá Evolução

O astro da festa é confeccionado e manipulado pelo tripa, artista que deve realizar movimentos que mostrem alegria, coreografia e movimentos de um boi real, entre outros.

Toada, letra e música
Trilha sonora que é o suporte literário e musical do festival. Deve servir de elo entre a individualidade e o grupo, agregando elementos históricos, geográficos, culturais e sociais.

Pajé
É o curandeiro, xamã, sacerdote. Ponto de equilíbrio e líder espiritual das tribos. Precisa apresentar expressão corporal e facial, movimentos harmônicos, segurança e domínio do espaço cênico.

Tribos Indígenas
Apresentação de etnias nativas da Amazônia. Considera-se no julgamento sua sincronia de movimentos, fidelidade às raízes, cores, expressões cênicas, formas de dançar e movimentos originais.

Tuxauas

Chefes das tribos, que encarnam a representação alegórica do imaginário indígena e caboclo da Amazônia.

Figura Típica Regional

Símbolos da cultura amazônica, que homenageiam as raízes da terra.

Alegoria

Criadas em módulos, que se agrupam na arena para formar um estrutura monumental, compõem o cenário para a apresentação e enriquecem o espetáculo

Lenda Amazônica
Ficção que retrata e ilustra a cultura e o folclore do povo. Imaginação, envolvimento e encenação são fundamentais neste item.

Vaqueirada

Grupo que interpreta os guardiões do boi. Fazem coreografias em círculos e evoluem na arena.

Galera

É a torcida, que organiza coreografias enquanto seu boi está se apresentando. Ao vivo constitui um espetáculo à parte. Deve vibrar e participar, mas quando o contrário (adversário) está na arena deve ficar completamente silenciosa e quieta.

Coreografia

Movimentos de dança apresentados durante todo o espetáculo, que são imprescindíveis nas apresentações.

Organização do conjunto folclórico
Avaliação da reunião de itens individuais, artísticos e coletivos, embasados no conteúdo da noite, dispostos organizadamente na arena. Considera-se harmonia, velocidade de apresentação, liberdade de movimentos na arena e tempo compatível.