David Assayag abriu na noite deste domingo, dia 1º, a última apresentação do Caprichoso no Festival Folclórico de Parintins de maneira simples e eficaz: cantando e tocando violão. No clima, a galera azul e branca acompanhou o levantador na versão acústica da toada “Meu Amor é Caprichoso” em um coro emocionado.
Depois foi a vez do sucesso “Sentimento Caprichoso” dar o ritmo à Marujada de Guerra e imprimir ainda mais força no espetáculo do bumbá. A vaqueirada então entrou em cena ao som da música para escoltar o dono da festa, o boi, que já brincava na arena.
Junto com os protetores também apareceu um Caprichoso gigantesco, que completou o conjunto que abriu a última noite do festival.
Outro destaque da noite foi a aparição apoteótica da cunhã-poranga Maria Azedo, que deslizou pelo meio da galera sobre a cabeça de uma serpente colossal.
Como se não bastasse, um beija-flor também gigantesco veio receber a mulher mais bela da tribo e a carregou às alturas em seu bico, antes de levar a guerreira para comandar as tribos que faziam sua coreografia na arena.
Sempre mantendo a empolgação, o boi também falou sobre os guerreiros mundurucu, que decapitavam a cabeça de seus inimigos e as embalsamavam como troféu. Para lembrar a tribo, uma alegoria com vários símbolos da etnia extinta o ocupou toda a arena, enquanto o pagé realizava seus feitiços.
Na apoteose, certa de que seu boi fez mais um grande festival, a galera do azul não se conteve gritos e acompanhou a saída dos itens ao gritos de “é campeão”.
