“Gustavo Mioto e as injustiçadas": cantor fala sobre não tocar músicas que gosta

O artista explica que acaba incluindo canções mais comerciais no setlist e outros sons bons, acabam ficando de fora

Da Redação

Na última edição do programa Estação Band FM, o cantor e compositor Gustavo Mioto revelou detalhes sobre sua carreira e como monta o setlist para seus shows. Isso porque, uma ouvinte questionou porque ele não costuma cantar todas as músicas que diz gostar. 

Gustavo explicou que as músicas comerciais acabam dominando o repertório: "A gente não consegue fazer show só para quem gosta de todas as minhas músicas", comentou ele, destacando a complexidade de agradar a um público diverso, que muitas vezes conhece apenas os seus grandes sucessos.

O artista explica, que em eventos maiores, a plateia é composta tanto por fãs fiéis quanto por pessoas que podem estar ali apenas para aproveitar a festa, sem conhecer profundamente seu trabalho. 

Com o tempo limitado de cada apresentação, algumas músicas precisam ficar de fora, entre elas suas canções favoritas, que raramente entram no setlist. Entre essas "injustiçadas", estão principalmente as românticas, que têm um lugar especial em seu coração, mas que nem sempre encontram espaço nas performances ao vivo.

“Vou fazer um DVD chamado: Gustavo Mioto e as injustiçadas”, brincou o artista.

MiotoTerapia

Ainda na entrevista, Mioto revelou qual a sua “MiotoTerapia” preferida e, além disso, falou sobre a responsabilidade que é falar sobre saúde mental. O artista também compartilhou sua visão e iniciativas para ajudar seu público a lidar com questões emocionais.

A ideia da "MiotoTerapia" surgiu de um hábito recorrente nos shows de Mioto, onde ele reservava um momento para refletir sobre questões amorosas e oferecer conselhos aos fãs. O que começou como uma brincadeira, rapidamente se transformou em uma grande responsabilidade, considerando especialmente os alarmantes dados sobre saúde mental.

Em 2019, quase um bilhão de pessoas ao redor do mundo, incluindo 14% dos adolescentes, viviam com algum transtorno mental. Pessoas com condições graves de saúde mental têm uma expectativa de vida de 10 a 20 anos menor do que a média, principalmente devido a doenças físicas evitáveis. "A falta de saúde mental é o mal do século", afirma Mioto.

Ele acredita que, por ser uma figura pública com uma grande base de fãs jovens, tem a responsabilidade de influenciar positivamente e abordar esse tema de maneira direta. "A pessoa acha que é frescura até que ela realmente precise", reflete.

Ele próprio só passou a entender a profundidade dos problemas de saúde mental quando precisou lidar com eles pessoalmente. "Acho que é uma boa a gente continuar falando sobre isso para que as pessoas não esperem precisar para começar a cuidar da saúde mental", concluiu.

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