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Cineclube em julho: Museu da Imagem e do Som traz sessões de cinema gratuitas

Sessões serão seguidas de debates sobre as produções; confira programação

02/07/2022 • 08:00
O filme 8½, de Frederico Fellini, abre as sessões de julho do Cineclube
O filme 8½, de Frederico Fellini, abre as sessões de julho do Cineclube
Divulgação/PMC

O Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas divulgou a programação de julho do Cineclube. A primeira sessão é no dia 1º de julho, às 15h, com a exibição do filme italiano 8½, do gênero comédia dramática, dirigido por Federico Fellini. As sessões de cinema são gratuitas e seguidas de debates sobre as produções. A programação para o mês de julho está abaixo:

Semana 1

01/07 – 8½ (1963) – 15h

Direção de Frederico Fellini - Itália, PB, 138 min.

 Curadoria: Claudia Bortolato

Estudos sobre a História do cinema – Ciclo anos 1960: O colapso do cinema romântico e o advento do Modernismo 

Fellini já tinha o financiamento e elenco escolhido, mas ainda sem roteiro, quando resolveu partir para uma produção que expiasse seus fantasmas: um famoso cineasta – Guido Anselmi (Marcello Mastroianni) – entre o bloqueio criativo e a criação. Surgem três mundos possíveis: o real, o onírico e o fantástico. Assim nasceu 8 ½, caótico, Guido sem um filme, mas ninguém ao seu redor sabe disso.

02/07 – Libertem Angela Davis (2014) – 16h30

Direção Shola Lynch - EUA, colorido, 97 min.

 Curadoria: Robenildo

 Não recomendado para menores de 12 anos

Este documentário retrata a vida de Angela Davis, uma professora de filosofia nascida no Alabama, e conhecida por seu profundo engajamento em defesa dos direitos humanos. Quando Angela defende três prisioneiros negros nos anos 1970, ela é acusada de organizar uma tentativa de fuga e sequestro, que levou à morte de um juiz e quatro detentos. Nessa época, ela se tornou a mulher mais procurada dos Estados Unidos. Ainda hoje, Angela é um símbolo da luta pelo direito das mulheres, dos negros e dos oprimidos.

02/07 – Tormento (Midareru,1964) – 19h30

Direção de Mikio Naruse - Japão, PB, 98 min.

Curadoria: Hamilton Rosa Jr.

Obra-prima de Mikio Naruse, um mestre do melodrama japonês pouco visto no circuito brasileiro. Tormento conta a história de uma viúva, Reiko, que durante 18 anos se dedicou à loja de sua sogra e à memória do marido, morto na guerra. A modernização do comércio na cidade é a catalisadora dos conflitos. A viúva conta com a ajuda do cunhado para enfrentar um supermercado que se instala na vizinhança, e essa proximidade com o rapaz, se converte em paixão, o que leva a reticência da personagem aos seus limites. Assim como a pequena loja precisa lidar com a aceleração das mudanças, Reiko tenta enfrentar o peso da nova relação. O que fazer: assumir ou fugir?

Semana 2

06/07 – Timbuktu (2014) – 19h30

Direção Abderrahmane Sissako - França/Mauritânia, colorido, 96 min.

Curadoria: Adriano

Diversidade Cultural, Outras Linguagens, Outros Olhares.

O filme mostra o cotidiano da população de Timbuktu, cidade do Mali, ex-colônia francesa no oeste da África, que se vê acuada e amedrontada pelas restrições e punições impostas pelo grupo islâmico Ansar Dine. Filme premiado com o César 2015, prêmio francês equivalente ao Oscar norte-americano, depois de receber também um prêmio no Festival de Cannes. 

08/07 – Revolta dos Malês (2019) – 19h30

Direção de Jeferson Dê e Belisario Franca - Brasil, Colorido, 82 min.

Curadoria: Arnaldo Lemos, Danilo Ciaco, Orestes Toledo, Rodney Cardoso, Sônia Oliveira. 

Africanos muçulmanos, escravizados no Brasil, se rebelam contra a opressão. Uma saga pela liberdade, que nos remete à Bahia de 1835 e nos ajuda a pensar o Brasil de nossos dias. 

09/07 – 1917, A Greve Geral (2017) – 16h30

Direção de Carlos Pronzato (Realização: La Mestiza Audiovisual) - Brasil, colorido, 90 min.

Curadoria: Murilo Pádua

Cine debate em especial dos 105 anos do início da greve em 09 de julho de 1917: em julho de 1917, 50 mil operários (10% da população paulistana) paralisaram praticamente todas as fábricas de São Paulo — de tecidos, chapéus, sapatos, móveis, fósforos, parafusos, cerveja, farinha —, exigindo o fim das condições desumanas de trabalho.

09/07 – Glória (1980) – 19h30

Direção de John Cassavetes - EUA, colorido, 123 min.

 Curadoria: Danilo Dias de Freitas e Tanael Cesar Cotrim

Glória, apegada à banalidade de sua vida, conhece o pequeno Phil. Este encontro, a princípio confuso, desenrola-se de forma absolutamente ímpar. Não é que Glória não queira voltar à banalidade de sua vida anterior, mas a plenitude de um instante vale por toda a eternidade.

Semana 3

14/07 – A Negação do Brasil (2000) – 19h30

 Direção de Joel Zito Araújo - Brasil, colorido, 92 min.

 Curadoria: Daniel de Almeida

Documentário brasileiro que faz, a partir de uma retrospectiva da teledramaturgia no país, uma análise dos papéis e personagens destinados aos atores negros. Não é difícil perceber a perpetuação de papéis coadjuvantes e estereotipados, construindo um modelo de possibilidades e impossibilidades ao povo negro.

15/07 – Accatone - Desajuste Social (1961) – 15h

Direção de Pier Paolo Pasolini - Itália, PB, 117 min

Curadoria: Claudia Bortolato

Estudos sobre a História do cinema – Ciclo anos 1960: O colapso do cinema romântico e o advento do Modernismo 

O primeiro filme de Pier Paolo Pasolini traz Vittorio (Franco Citti), a uma figura errática, conhecido como Accattone, apelido para alguém à margem, que vagueia enquanto se esforça para sobreviver, entre a periferia romana, atrás das pessoas que conhece, de suas conexões restantes – filho, mulheres, amigos – antes do destino certo. Accattone não vê sentido no trabalho nem na vida: ele sabe que a imposição do sistema que recusa não lhe dará trégua. E para tal, Pasolini não confere consciência bem definida, a das personagens planas com as quais estamos acostumados, dotadas de uma psicologia de aproximação. 

15/07 – Memórias de Ontem (1991) – 19h30

Direção de Isao Takahata - Japão, colorido, 118 min.

 Curadoria: Gláuber Dainez

Taeko vive sozinha em Tóquio, trabalha em um escritório e leva uma comum. Ao decidir sair de sua cidade pela primeira vez e fazer uma viagem, Taeko se dá mais do que a oportunidade de participar de uma colheita anual de açafrão-bastardo, durante esse percurso, em contato com outra realidade e novas pessoas, ela ganha espaço e passa a olhar com mais atenção para suas lembranças da infância, começa a questionar a própria vida e percebe que pode encontrar novos rumos para a sua, até então, previsível existência.

16/07 – Crepúsculo dos Deuses (1950) – 16h

Direção de Billy Wilder - EUA, colorido, 115 min.

 Curadoria livre - Clássicos do Cinema Mundial

Uma estrela veterana do cinema mudo se recusa a aceitar que seu reinado acabou. Então ela contrata um jovem roteirista para ajudá-la a reconquistar o sucesso. O escritor acredita que pode manipular a atriz, mas percebe que está redondamente enganado.

16/07 – O Planeta Proibido (1956) – 19h30

Direção de Fred McLeod Wilcox - EUA, colorido. 98 min. 

Curadoria: Claudia Bortolato e Mauro Guari

Com roteiro vagamente inspirado em A Tempestade (1611) de Shakespeare e sets de escala extraordinária, ainda tem a seu favor ser a primeira produção cinematográfica com desenho de som completamente eletrônico na história do cinema, e ainda, O Planeta Proibido, tem Robby, um robô seminal no cinema de Ficção Científica. Altair-4 é um planeta repleto de coisas interessantes, misteriosas e até aterrorizantes. Um planeta no qual a mente humana é diferente e o filme nos traz mistérios que assombram a imaginação. É o filme de estreia do ator Leslie Nielsen, no papel do comandante da equipe que chega ao planeta de céu verde, lar do Dr. Morbius (Walter Pidgeon) e sua filha (Anne Francis). 

Semana 4

20/07 – Piedade – (2019) – 19h30

Direção de Cláudio Assis - Brasil, colorido, 85 min.

Curadoria: João e Carlos

A rotina dos moradores da cidade de Piedade é abalada pela chegada de uma grande empresa petrolífera, que decide expulsar todos de suas casas e empreendimentos para ter melhor acesso aos recursos naturais.

21/07 – Amanhã Você Vai Embora (2021) – 19h30

Direção de Gê Filho e Wagner Kampynas - Brasil, colorido

Jairo é um paciente internado no manicômio que espera ansiosamente por sua alta. Depois de anos, seu desejo pode ser realizado com a ajuda de seu médico e amigo Dr. Maurício, responsável por sua cura, porém uma enfermeira mórbida pode atrapalhar esse sonho. Surpresas e revelações fazem parte dessa história intrigante e perturbadora.

23/07 – O Fiel Camareiro (1983) – 16h

Direção de Peter Yates - Inglaterra, colorido, 114 min.

 Curadoria de Laerte Ziggiatti

O camareiro Norman dedicou os melhores anos de sua vida ao serviço de um ator egocêntrico. Sir, além de ator principal, dirige e administra uma companhia de teatro shakesperiana, que percorre as cidades inglesas. Numa noite apresenta o Rei Lear. Na seguinte, Othelo. Na próxima, Ricardo III ou outra peça qualquer de Shakespeare. Às vezes, fica tão sem rumo que precisa perguntar ao camareiro qual a peça em que vai atuar. Mais do que um simples camareiro, Norman é um confidente, apoiador moral, médico, massagista de seu patrão. Sir é o centro de sua vida. O filme se passa quase integralmente nos bastidores do teatro e a peça da noite é o Rei Lear, em sua ducentésima apresentação. Sir está tão esgotado e estressado, que não se lembra do texto inicial, tão confuso que troca a maquiagem de Lear pela de Othelo. A tarefa de Norman é colocá-lo em pé.

23/07 - O CONTO (The Tale - 2018) – 19h30

Direção de Jennifer Fox - EUA, colorido, 114 min. 

Curadoria: Nayara Lopes

Jennifer (Laura Dern) tem uma ótima carreira como documentarista e professora e um relacionamento repleto de carinho e respeito mútuo com seu noivo, Martin (Common). Porém, quando sua mãe encontra uma história que ela escreveu para escola quando tinha 13 anos, ela é obrigada a revisitar um passado traumático e reconciliar suas lembranças com o que de fato aconteceu com ela.

Semana 5

27/07 – Mostra de Cinema Indígena – 19h30

-Uma casa, uma vida (2013, Mato Grosso, T.I Xavante, Coletivo Raiz das imagens) – 24 minutos

-Retrato n. Krahô ou a identidade de um povo brasileiro (2011, Tocantins, Kraholandia, Edu Yatri I.)– 8 minutos

Curadoria de Ayurí e Coletivo Raiz das Imagens 

+ curtas realizados pelo projeto Ayurí- fapesp junto aos alunos indígenas da Unicamp.

Mediação de Marcelo Santa Rosa com a presença do coletivo Raiz das Imagens. Mediação de Marcelo Santa Rosa com a presença do coletivo Raiz das Imagens.

29/07 – A Aventura (1960) – 15h

Direção de Michelangelo Antonioni - Itália, PB, 143 min.

Curadoria: Claudia Bortolato

Estudos sobre a História do cinema – Ciclo anos 1960: O colapso do cinema romântico e o advento do Modernismo 

 Iniciaremos a Trilogia da Incomunicabilidade de Michelangelo Antonioni, com A Aventura (1960). O segundo filme A Noite (1961) e o terceiro O Eclipse (1962) exibiremos nos próximos meses. Neste primeiro filme, uma frustrada jovem burguesa - Anna (Lea Massari) – desaparece durante um cruzeiro sem deixar rastro. O noivo, Sandro (Gabriele Ferzetti) e a melhor amiga Claudia (Monica Vitti), iniciam uma procura por Anna, mas acabam se envolvendo. É um novo romance? Amor ou passatempo? 

30/07 – O Homem Que Virou Suco (1981) – 19h30

Direção de João Batista de Andrade - Brasil, colorido, 97 min.

Um poeta popular do Nordeste chega a São Paulo, sobrevivendo apenas de suas poesias e folhetos. A sua vida muda quando ele é confundido com o operário de uma multinacional que matou o patrão em uma festa.