Band Multi - Campinas e Região

Prisão de suspeito de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas no RJ é mantida

Alcides do Faria Benedito de Andrade foi preso em Boituva, na terça-feira

Da Redação

 

 

A Justiça manteve a prisão preventiva de Alcides do Faria Benedito de Andrade, suspeito de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na manhã de terça-feira (09/07), em Boituva (SP). Inicialmente, Alcides do Faria será encaminhado à Penitenciária II de Itapetininga. 

A prisão dele faz parte da segunda fase da "Operação Rota do Rio", deflagrada por policiais civis do Rio de Janeiro. O objetivo da ação foi o de desarticular uma das principais organizações criminosas atuantes no tráfico ilícito de drogas e na lavagem de capitais. 

Policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Itapetininga, cumpriram mandado de prisão preventiva em um condomínio em Boituva, no bairro Pinhal. 

A operação

Policiais civis da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) realizaram, na terça-feira (09/07), a segunda fase da "Operação Rota do Rio". 

A operação ocorreu no Rio de Janeiro e também nos estados do Amazonas, Paraná, Santa Catarina e São Paulo, onde houve apoio das polícias civis destes estados. Devido à concentração de alvos no Norte do país, uma equipe especializada da DCOC-LD foi deslocada para Manaus. Ao todo, 12 pessoas foram presas, sendo uma em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, duas em São Paulo e nove no Amazonas.

O objetivo da ação era cumprir 26 mandados de prisão preventiva. Também houve o sequestro de bens e valores relacionados aos investigados, como medida para enfraquecer financeiramente o grupo.

A operação ocorre após investigações que analisaram transações que se estenderam de 2017 a 2022, e revelaram uma estrutura criminosa complexa, caracterizada por uma divisão sofisticada de tarefas para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. O esquema criminoso envolvia depósitos bancários em contas de pessoas jurídicas, localizadas principalmente em regiões de fronteira do Amazonas, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos valores. 

Tópicos relacionados