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43 anos sem Mazzaropi: relembre o legado do maior cineasta brasileiro

Ao todo, produziu 32 filmes; ele foi responsável por revolucionar a indústria cinematográfica nacional.

Por Caroline Corrêa

Consolidado até hoje como um grande cineasta brasileiro, Amácio Mazzaropi deixa a dor da saudade com a sua partida. Nesta quinta-feira (13), faz 43 anos que o ator morreu em decorrência de um câncer, aos 69 anos, no Hospital Albert Einstein, na capital paulista.

Mazzaropi saiu do circo, passou pela rádio e depois pela televisão, mas foi no cinema que se consolidou. Foi produtor, diretor, roteirista e ator. Ao todo, produziu 32 filmes. Ele foi responsável por revolucionar a indústria cinematográfica nacional.

Caiu no gosto popular ao interpretar Jeca Tatu, com um humor quase inocente e debochado de um caipira, que de bobo não tinha nada. O personagem saiu dos livros escritos por Monteiro Lobato, mas ganhou um ar diferente nos roteiros de Mazzaropi. “O jeito dele fazer cinema também foi único. Ele criava, escrevia, produzia, atuava, divulgava, ele vendia, negociava os filmes e distribuía os longas. Quer dizer, era um jeito muito próprio dele e brasileiro”, destaca Cláudio Marques, curador do Museu Mazzaropi, em Taubaté.

O Museu Mazzaropi tem um acervo histórico do cineasta. Cartazes, fotografias, documentos e equipamentos usados na produção dos longas metragens mostram a vida profissional do artista.

O legado de Mazzaropi é lembrado também através de admiradores como Pedro Barreto, que se apresenta como o personagem “Caipira Mazzaropinho” e cria conteúdo na internet para levar a historia do cineasta para as novas gerações. “ No momento que eu atinjo duas, três pessoas e que elas falam que Mazzaropi é muito importante, que ele não é só o Jeca, mas que ele foi um grande artista e empresário, esse momento já valeu pra mim”, destaca o ator.

A dor da saudade

Luiz Homero foi um grande amigo de Amácio Mazzaropi, participou da criação de roteiros e até chegou a fazer uma participação como ator no filme “Uma pistola para D’Jeca”.

Amigos de longa data, Luiz Homero chamou Mazza para ser padrinho de casamento e também de batismo da segunda filha. Sempre que podiam, estavam juntos. Com carinho, relembra momentos vividos ao lado dele: “Fomos comer uma pizza, pedimos um lugar sossegado, mas deu zebra! Chegou uma excursão e o garçom contou para as pessoa. Mazzaropi atendeu todo mundo, tirou foto. Quando fomos embora, eu disse pra ele que pra comer pizza sossegado tinha que pedir em casa”.

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