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Dois são presos, e clínica de recuperação é fechada por suspeita de cárcere privado em Pindamonhangaba

Policiais localizaram 42 pacientes entre 20 e 70 anos

Redação Band Vale, com Vale Urgente 04/08/2021 • 23:20
Polícia Civil de Pindamonhangaba fez operação em conjunto com a Vigilância Sanitária
Polícia Civil de Pindamonhangaba fez operação em conjunto com a Vigilância Sanitária
Rauston Naves/Vale Urgente

Dois homens foram detidos após ação da Polícia Civil e Vigilância Sanitária em Pindamonhangaba nesta quarta-feira (03). O alvo da operação foi uma clínica de recuperação para dependentes químicos que fica na  Estrada Municipal Graminha, no bairro Jardim Boa Vista.

Os policias chegaram até o local após denúncias feitas ao Ministério Público, e a justiça determinar mandado de busca e apreensão para clínica. A suspeita é de que os internos eram mantidos em cárcere privado.

Durante vistoria no imóvel, 42 pessoas foram encontradas na clínica na condição de pacientes, homens e mulheres com idades entre 20 e 70 anos, residentes na região, no estado de São Paulo e estados vizinhos. Os internos estavam em quartos trancados pela parte externa. No congelador da geladeira da casa, foram encontradas apenas salsicha e hambúrguer congelado, alimentos que eram dado aos internos.

Ainda durante a ação, foram encontrados medicamentos de uso controlado supostamente pertencentes aos pacientes dentro do carro particular de um dos internos, segundo o MP.

Os pacientes relataram ainda que a clínica impedia o contato deles com seus familiares e teria cobrado taxa para que fossem vacinados contra a COVID-19.

De acordo Ministério Público, a clínica tem um histórico de denúncias de irregularidades, tendo havido a propositura de ação penal por conta disso.

Os responsáveis pelo local foram levados para delegacia onde foram presos suspeitos de cárcere privado/sequestro e constrangimento.

A polícia apreendeu cinco aparelhos de telefone celular que serão periciados. O espaço foi lacrado por tempo indeterminado.

O valor mensal de internação era pago por familiares dos internos. As investigações prosseguem.

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