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Bolsonaro afirma que dinheiro da Educação e da Saúde seriam cortados para distribuição de absorventes

Presidente vetou projeto para distribuição gratuita do item e é alvo de críticas desde então; Congresso pode derrubar o veto

BandNews FM 11/10/2021 • 09:52 - Atualizado em 11/10/2021 • 11:03
Jair Bolsonaro conversou com apoiadores no Guarujá e falou em cortes na Educação e na Saúde para bancar absorventes.
Jair Bolsonaro conversou com apoiadores no Guarujá e falou em cortes na Educação e na Saúde para bancar absorventes.
Foto: Reprodução/YouTube

O presidente Jair Bolsonaro disse que caso o veto ao projeto de distribuição gratuita de absorventes higiênicos seja derrubado, pode ser obrigado a reduzir o dinheiro da Educação e da Saúde. A fala do presidente aconteceu neste domingo (10), em transmissão ao vivo na internet direto do Guarujá, no litoral paulista.

Bolsonaro passa o feriado de Nossa Senhora Aparecida no Forte dos Andradas e não tem agenda oficial até terça-feira (12).

O presidente vem sendo criticado pelo veto ao projeto publicado na última quinta (7) no Diário Oficial da União. A medida aprovada pelo Congresso previa a entrega de absorventes para pessoas em situação de vulnerabilidade social e que menstruam. Segundo a deputada federal Marília Araes, autora do projeto, seriam atendidas 6 milhões de pessoas, ao custo de R$ 80 milhões ao ano. Os recursos viriam do SUS.

Na justificativa para vetar a proposta, no entanto, Bolsonaro justificou que não havia previsão orçamentária para a distribuição de absorvente. Neste domingo (10), o presidente disse que a medida custaria R$ 100 milhões.

Na semana passada, a ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves, disse que era preciso escolher prioridades no uso de recursos públicos e afirmou que o governo prepara uma proposta para a distribuição de absorventes.

MAIS CORTES

O governo federal também está sendo questionado pela redução no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Na semana passada, o Congresso aprovou a retirada de R$ 600 milhões do orçamento destinado ao financiamento de pesquisas.