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Bolsonaro anuncia que Petrobras começará a reduzir preço do combustível

Estatal não confirma mudança nos preços

BandNews FM 06/12/2021 • 06:37 - Atualizado em 06/12/2021 • 07:13
Bolsonaro afirma que Petrobras começará a reduzir preço dos combustíveis.
Bolsonaro afirma que Petrobras começará a reduzir preço dos combustíveis.
Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse neste domingo (5) que a Petrobras vai começar a anunciar a redução no valor dos combustíveis a partir desta semana. O chefe do Executivo participou de um evento no Minas Tênis Clube, em Brasília, e conversou com a repórter Mariana Haubert, do Poder 360.

Bolsonaro não deu detalhes sobre a queda nos combustíveis. O Palácio do Planalto tem sido criticado pelo aumento da gasolina e do diesel nos últimos meses. A política de preços da estatal segue a cotação internacional do petróleo e a valorização do dólar frente ao real eleva ainda mais os preços.

“A Petrobras começa a semana a anunciar redução no valor do combustível. São pequenas reduções todas as semanas”, afirmou o presidente. Bolsonaro falava sobre a crítica de prefeitos ao valor do combustível e os impactos no preço das passagens de ônibus.

A estatal não comentou a fala do presidente. Por ser uma empresa listada na bolsa de valores, mudanças na política de preços e informações sensíveis ao mercado devem ser comunicadas oficialmente por fato relevante registrado na Comissão de Valores Imobiliários, o que não ocorreu até o fim de domingo.

Bolsonaro voltou a falar que a alta dos combustíveis é de responsabilidade dos governadores e da política tributária do ICMS. O imposto estadual é variável no valor da bomba e acaba por bitributar a gasolina e o diesel com os aumentos consequentes na bomba.

O último reajuste no valor dos combustíveis foi anunciado no dia 25 de outubro. Desde então, a cotação do barril de petróleo caiu 18,7%. As tensões com a variante Ômicron do coronavírus fizeram a demanda pelo óleo negro ficarem incertas e reduziram os preços. No entanto, crises políticas em série têm pressionado o dólar frente ao real.