BandNews FM

Bolsonaro prorroga desoneração da folha de pagamento

Essa foi a maneira encontrada pelo Palácio do Planalto para conseguir recursos para o Auxilio Brasil

BandNews FM 11/11/2021 • 17:39 - Atualizado em 11/11/2021 • 21:55
Os setores beneficiados afirmam que até 6 milhões de empregos podem ser perdidos
Os setores beneficiados afirmam que até 6 milhões de empregos podem ser perdidos
Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (11) que vai prorrogar por dois anos a desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia.

Os setores beneficiados afirmam que até 6 milhões de empregos podem ser perdidos caso a desoneração não seja prorrogada.

O anuncio foi feito em uma cerimônia no Palácio do Planalto, e os empresários pediram que Bolsonaro apoiasse a proposta que está em tramitação no Congresso Nacional. Durante a declaração, o presidente defendeu que a medida vai ajudar a evitar mais problemas causados pela pandemia.

O benefício vale para os 17 setores que mais geram empregos no país e termina em dezembro, o que pode acarretar em, pelo menos, 6 milhões de demissões a partir de 2022, caso não seja prorrogado.

Em troca do apoio do governo ao projeto da desoneração, os empresários afirmaram que vão trabalhar junto a governadores e prefeitos para que a PEC dos Precatórios seja aprovada no Senado.

Para os empresários, a medida precisa ser feita para obter um espaço fiscal nas contas públicas para ajudar esses setores.

No encontro, o grupo defendeu que a desoneração é a sustentabilidade financeira das empresas e que, sem a medida, as demissões seriam inevitáveis.

A medida é a maneira encontrada pelo Palácio do Planalto para conseguir recursos para o Auxilio Brasil, o programa social do governo que vai substituir o Bolsa Família.

Nessa semana, o deputado federal Marcelo Freitas apresentou, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o relatório favorável ao projeto de lei que prorroga a desoneração.

No entanto, essa proposta dá um prazo até 2026 e não por dois anos como anunciou o presidente Jair Bolsonaro.