Sem citar o presidente Jair Bolsonaro, um novo manifesto em defesa da democracia reúne milhares de assinaturas de empresários, banqueiros e representantes da sociedade civil. A "Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito" será lançada em 11 de agosto.
O documento está sendo organizado pela Faculdade de Direito da USP e será lido no Pátio das Arcadas do Largo de São Francisco, na região central de São Paulo, pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello.
Entre os signatários, estão Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, ambos do Itaú; Guilherme Leal, da Natura; Horácio Lafer Piva, da Klabin; Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda; Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, além de acadêmicos, juristas e artistas.
O texto afirma que o Brasil "está passando por um momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições".
E sai em defesa das urnas eletrônicas ao dizer que "o processo de apuração no país tem servido de exemplo no mundo, com respeito aos resultados e transição republicana de governo".
Conclui afirmando que "no Brasil atual não há mais espaço para retrocessos autoritários", e que "ditadura e tortura pertencem ao passado".
O movimento ganhou forçou depois do encontro convocado por Jair Bolsonaro com embaixadores no Palácio da Alvorada, em Brasília. Na ocasião, o presidente República voltou a atacar o sistema eleitoral. Ao TSE, o PL alegou que a reunião não teve conotação eleitoral.