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Estados Unidos realizam 1º lançamento de ajuda humanitária em Gaza

Ação ocorre após a morte de mais de 100 palestinos em uma fila por comida

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Ação ocorre após a morte de mais de 100 palestinos em uma fila por comida
Ação ocorre após a morte de mais de 100 palestinos em uma fila por comida
REUTERS/Amir Cohen

Os Estados Unidos realizaram neste sábado (2) o primeiro lançamento de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Não há informações sobre o local exato em que os três aviões militares americanos despejaram os 66 pacotes, com 38 mil refeições, que faziam parte da carga.

A entrega de auxílio aos palestinos ocorre após a morte de mais de 100 palestinos na última quinta-feira (29). O grupo estava em uma fila formada ao redor de um comboio humanitário. Segundo forças israelenses, os ânimos se exaltaram e tiros de advertência foram feitos em direção ao céu. 

O governo de Gaza, que é controlado pelo Hamas, afirma que a Força de defesa de Israel chegou atirando e feriu centenas de famintos.

Com o aumento da pressão por maior auxílio para os palestinos, a Casa Branca e países europeus defendem uma investigação independente sobre o episódio. Mas a ONU afirma não ter condições de segurança para coordenar uma apuração isenta no local do acontecimento.

O presidente americano Joe Biden então orientou o lançamento de ajuda humanitária via aérea, mas não há detalhes sobre a quantidade exata de envios. Autoridades americanas também estudam utilizar navios no processo de entrega dos mantimentos.

Na próxima semana, emissários do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu vão a Washington para discutir um cessar-fogo. Diplomatas do Egito e do Catar também estão envolvidos nas negociações.

Na comunidade internacional, são cada vez maiores os apelos por uma trégua na Faixa de Gaza e a libertação dos reféns ainda mantidos sob o domínio do Hamas. 

A guerra na região começou em outubro passado, quando terroristas invadiram regiões israelenses e mataram 1200 judeus. Do lado palestinos, as perdas já atingem 30 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, que é controlado pelo Hamas.

Segundo o Escritório para Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, 576 mil pessoas estão em situação de vulnerabilidade alimentar. O contingente representa um quarto da população de Gaza. 

Dos cerca de 2,5 milhões de palestinos que vivem no enclave, cerca de um milhão já precisou deixar suas casas e procurar abrigo em outros pontos do território, que tem pouco mais de 12 quilômetros de extensão.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem recusado qualquer acordo de paz e disse que o governo israelense vai levar adiante o plano de acabar com o Hamas. 

Não há um prazo para o fim da atividade militares na área, que tem as fronteiras controladas pelo estado judeu e pelo Egito, que controla a única passagem aberta atualmente, que fica na cidade de Rafah.

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