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Juscelino Filho, ministro de Lula, é indiciado por suspeita de corrupção e de organização criminosa

Juscelino Filho foi indiciado sob suspeita dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva

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Juscelino Filho, ministro de Lula, é indiciado por suspeita de corrupção e de organização criminosa
Agência Brasil

A Polícia Federal indiciou o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, nesta quarta-feira (12). O político do União Brasil do Maranhão é suspeito de corrupção passiva em contratos da Codevasf.

O ministro nega as irregularidades, afirma que o indiciamento "não implica em culpa" e que provará inocência ao longo do processo.

As supostas irregularidades, de acordo com a Polícia Federal, envolvem obras em Vitorino Freire (MA), cidade em que Luanna Rezende, irmã do ministro, é prefeita. 

Emendas parlamentares indicadas pelo então deputado federal bancavam as estruturas locais. 

A Polícia Federal fez a apuração através de um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre uma das construções ter beneficiado a família de Juscelino Filho. 

Os agentes apontam que a investigação começou com a intenção de apurar desvios nas obras da Codevasf, em especial as feitas através da empresa Construservice, que, segundo a PF, tem um sócio oculto chamado Eduardo José Barros Costa ou Eduardo DP.

A Polícia Federal encontrou mensagens do ministro com Eduardo DP. O empresário teve o celular apreendido na primeira fase da operação Odoacro.

Juscelino Filho foi indiciado sob suspeita dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. 

O ministro criticou o processo de investigação e afirmou que provará a inocência.

CONFIRA A NOTA COMPLETA DO MINISTRO JUSCELINO FILHO:

A investigação, que deveria ser um instrumento para descobrir a verdade, parece ter se desviado de seu propósito original. Em vez disso, concentrou-se em criar uma narrativa de culpabilidade perante a opinião pública, com vazamentos seletivos, sem considerar os fatos objetivos.

O indiciamento é uma ação política e previsível, que parte de uma apuração que distorceu premissas, ignorou fatos e sequer ouviu a defesa sobre o escopo do inquérito.  

É importante deixar claro que não há nada, absolutamente nada, que envolve minha atuação no Ministério das Comunicações, pautada sempre pela transparência, pela ética e defesa do interesse público.

Trata-se de um inquérito que devassou a minha vida e dos meus familiares, sem encontrar nada. A investigação revira fatos antigos e que sequer são de minha responsabilidade enquanto parlamentar.

No exercício do cargo como deputado federal, apenas indiquei emendas parlamentares para custear obras. A licitação, realização e fiscalização dessas obras são de responsabilidade do Poder Executivo e dos demais órgãos competentes.

Durante o meu depoimento, o delegado responsável não fez questionamentos relevantes sobre o objeto da investigação. Além disso, o encerrou abruptamente após apenas 15 minutos, sem dar espaço para esclarecimentos ou aprofundamento.

Isso suscita dúvidas sobre sua isenção, repetindo um modus operandi que já vimos na Operação Lava-Jato e que causou danos irreparáveis a pessoas inocentes.

É importante lembrar que o indiciamento não implica em culpa. A Justiça é a única instância competente para julgar, e confio plenamente na imparcialidade do Poder Judiciário. Minha inocência será comprovada ao final desse processo, e espero que o amplo direito de defesa e a presunção de inocência sejam respeitados.

Juscelino Filho

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