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Luiz Megale: "Justiceiros no Rio também precisam ser tratados como criminosos"

Âncora da BandNews FM falou sobre o grupo de supostos moradores de Copacabana que saíram às ruas do bairro carioca com o objetivo de agredir jovens que teriam cometido crimes na região

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O âncora da BandNews FM Luiz Megale repercutiu na manhã desta quinta-feira (7) sobre a união de supostos moradores do bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, com o objetivo de agredir jovens que teriam cometido crimes na região.

Segundo o jornalista, o grupo não pode se denominar "justiceiros" já que esta seria uma função do Estado - a de investigar, julgar e punir.

"Isso, infelizmente, é resultado da completa ausência do Estado. Onde o Estado não está, esse espaço será ocupado por alguém. Seja por milícia, grupo de narcotraficante, ou seja por um grupo de - chame-os assim, se quiser - justiceiros que se acham acima da lei. Combater o crime é um papel do Estado, da polícia. Quando o Estado falha nessa missão, nossa função é trocar os governantes. Essa solução não é aceitável."

Megale ainda ressaltou que os espancados e linchados, muitas vezes, são "pretos e pobres". "É o cara da favela, que muitas vezes é um trabalhador, que está lá passeando pelo bairro dos 'playboys'. Não é necessariamente o bandido. E mesmo que fosse, não é papel de cidadão sair dando botinada em gente que seria assunto de polícia", completou.

O âncora finalizou seu comentário e admitiu que sua fala poderia ser subvertida e entendida como "defesa de bandidos", mas pontuou que trata-se de uma defesa da civilidade. 

"Um dia pode ser você, a estar debaixo da sola da botina desses caras. Simplesmente por estar no lugar errado, na hora errada. Não é aceitável, esses truculentos e violentos tem de ser tratados, também, como criminosos porque é crime o que cometem nas ruas do Rio de Janeiro", analisou.

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