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Milton Ribeiro e pastores presos serão ouvidos em audiência de custódia

Ao todo, cinco pessoas presas na operação “Acesso Pago”, da Polícia Federal, serão ouvidos em juízo às 14h desta quinta (23)

BandNews FM 23/06/2022 • 09:18
Audiência de custódia será virtual e reúne os cinco presos na operação "Acesso Pago"
Audiência de custódia será virtual e reúne os cinco presos na operação "Acesso Pago"
Foto: Reprodução

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos participam de audiência de custódia nesta quinta-feira (23). Os três foram presos na operação “Acesso Pago”, da Polícia Federal, na quarta-feira (22). A ação apura tráfico de influência e corrupção passiva no Ministério da Educação. Os religiosos teriam acesso livre ao então ministro para reivindicar a liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação a prefeitos que aceitavam pagar propina.

Ribeiro participa da audiência com o juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal de Brasília, direto da carceragem da Polícia Federal em São Paulo, onde está. O ex-ministro seria levado para a capital federal, mas “problemas logísticos” o mantiveram na capital paulista. O referendo presbiteriano foi preso em Santos, no litoral paulista, onde mora e passou a noite em São Paulo.

Arilton Moura está preso no Pará e também participa da audiência de maneira remota. Gilmar Santos, preso em Goiás, deve comparecer a sede da Justiça Federal no Distrito Federal.

Também foram presos: Helder Bartolomeu, ex-assessor da Prefeitura de Goiânia, e Luciano Musse, ex-assessor do Ministério da Educação. Ambos também serão ouvidos na audiência.

Os cincos presos tiveram mandado de prisão preventiva decretada, quando não há prazo o término. Foram cumpridos ainda 13 mandados de busca e apreensão em três estados e no Distrito Federal. Na sede do Ministério da Educação, os agentes ficaram por quase quatro horas.

Na audiência de custódia, os envolvidos podem explicar parte dos fatos investigados e o juiz deve decidir se mantém ou não a prisão. Por serem mandados preventivos, a expectativa é que eles continuem presos, mas serão ouvidos para garantir a legalidade das prisões.

Também será definido na audiência, mantida a prisão, se os investigados serão levados para Brasília ou permanecem nos locais onde estão.

Enquanto isso, a defesa de Milton Ribeiro tenta a soltura do ex-ministro. O advogado do reverendo apresentou pedido de habeas corpus no Tribunal Regional da Primeira Região, em Brasília, mas não há um prazo para a análise do pedido.