Notícias

Morre, aos 41 anos, o Prefeito de São Paulo, Bruno Covas

Covas estava internado desde o dia 02 de maio para o tratamento do câncer

BandNews FM 16/05/2021 • 10:38 - Atualizado em 16/05/2021 • 11:46
O Prefeito Bruno Covas estava internado desde o dia 02 de maio no Hospital Sírio Libanês, na capital paulista.
O Prefeito Bruno Covas estava internado desde o dia 02 de maio no Hospital Sírio Libanês, na capital paulista.
Foto: Agência Brasil

Morre, aos 41 anos, o prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas. A morte foi confirmada pela equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, na região central da capital paulista, neste domingo (16), às 8h20.

Neto do ex-governador Mário Covas, Bruno nasceu em Santos, no litoral sul do estado, no dia 7 de abril de 1980. Se mudou para a capital paulista para estudar, aos 15 anos de idade, quando passou a morar com o avô.

Bruno Covas se formou em Direito pela USP e em Economia pela PUC de São Paulo.  

Desde cedo teve contato com a política: filiou-se ao PSDB, em 1998, e foi eleito o primeiro secretário da Juventude do partido.  Foi presidente estadual e também presidente nacional da Juventude Tucana.

Em 2004, foi candidato à vice-prefeito na cidade de Santos na chapa derrotada de Raul Christiano.

Dois anos depois foi deputado estadual com mais de 100 mil votos e conseguiu se reeleger com quase 240 mil votos, a maior votação do Estado na época. Entre os trabalhos na Assembleia Legislativa de São Paulo, foi o autor da lei que tornou obrigatória a Virada Cultural em todas as regiões do Estado.

Em 2011, Bruno Covas assumiu o cargo de secretário estadual do Meio Ambiente, na gestão de Geraldo Alckmin, e, em 2014, se elegeu deputado federal.

Em outubro de 2016, o político se tornou vice-prefeito da cidade de São Paulo na chapa de João Doria. Pouco mais de um ano depois, herdou a Prefeitura após a renúncia do tucano para concorrer ao governo do estado.

Ao se tornar prefeito de São Paulo, Bruno Covas disse que continuaria o trabalho de Doria, mas que haveria uma mudança de perfil.

João Doria e Bruno Covas. FOTO: SUAMY BEYDOUN/AGIF

No início do mandato de Doria, Bruno assumiu, além da vice-prefeitura, a Secretaria das Prefeituras Regionais e também a Secretaria da Casa Civil. Nesse período, o tucano mudou os hábitos alimentares, deixou o sedentarismo de lado e emagreceu 18 quilos. O novo estilo de vida veio depois de passar mal durante uma viagem.  

Em outubro de 2019, foi diagnosticado com um tumor no trato digestivo. Mesmo seguindo o tratamento, Covas continuou exercendo o cargo de prefeito.

Em junho de 2020, Bruno Covas chegou a contrair o coronavírus, mas se recuperou bem.

Bruno Covas concorreu nas eleições municipais de 2020, e derrotou o adversário, Guilherme Boulos, do PSOL, por uma diferença de cerca de um milhão de votos. O tucano foi reeleito com 59,38% dos votos válidos no segundo turno.

Dentre os principais desafios da cidade, o então prefeito teve de lidar com as questões de saúde e educação durante a pandemia de coronavírus.

Com a morte de Bruno Covas, quem assume a Prefeitura de São Paulo agora é o vice-prefeito e ex-vereador, Ricardo Nunes, do MDB, a quem o tucano agradeceu no discurso da vitória.

CRÍTICAS

No começo do segundo mandato, Bruno Covas ficou afastado do cargo por 13 dias para cuidar da saúde. Ao fim de janeiro, ele foi criticado por ter ido com o filho ao Maracanã ver o Santos na final da Libertadores contra o Palmeiras, enquanto a capital estava na fase vermelha da quarentena. O político do PSDB disse que a lacração da internet pegou pesado e que, se esse era o preço a se pagar por passar horas inesquecíveis com o filho, pagaria com a consciência tranquila.

Em abril de 2021, o prefeito de São Paulo foi internado por 12 dias depois de exames apontaram que o câncer se espalhou para o fígado e os ossos. Um novo tratamento foi iniciado com sessões de quimioterapia e imunoterapia a cada duas semanas.

Enquanto estava internado, o tucano teve uma piora no quadro de saúde com líquidos nos pulmões e no abdômen. Uma drenagem foi feita e o prefeito pôde ir para casa no dia 27 de abril.

No entanto, no dia 2 de maio, Bruno Covas voltou a ser internado e pediu licença do cargo por 30 dias para se dedicar totalmente ao tratamento contra o câncer. O vice Ricardo Nunes, do MDB, assumiu a cidade de São Paulo.

Enquanto isso, Bruno Covas precisou ser intubado para controlar um sangramento no local do primeiro tumor. O prefeito ficou na UTI, mas logo foi extubado e apresentou melhora no quadro de saúde.

No Hospital Sírio-Libanês, ao lado do filho Tomás, Covas agradeceu as orações e o apoio dos paulistanos.

Na sexta-feira, dia 14 de maio, Bruno Covas apresentou piora no quadro de saúde e o hospital divulgou boletim médico afirmando que a situação era irreversível.

Bruno Covas estava divorciado e deixa um filho, o Tomás, de 15 anos.

NOTA DE FALECIMENTO

O Prefeito de São Paulo Bruno Covas faleceu hoje às 08:20 em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica, com metástase ao diagnóstico, e suas complicações após longo período de tratamento.

Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 2 de maio, sob os cuidados das equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr. David Uip, Dr. Artur Katz, Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, Prof. Dr. Raul Cutait e Prof. Dr. Roberto Kalil.

Dr. Luiz Francisco Cardoso
Diretor de Governança Clínica

Dr. Ângelo Fernandez
Diretor Clínico

CERIMÔNIA DE DESPEDIDA

O corpo do prefeito será levado do Hospital Sírio Libanês para o Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, onde, às 13h, haverá no hall monumental do terceiro andar uma breve homenagem de familiares e amigos mais próximos. Após a cerimônia, corpo de prefeito percorrerá principais vias da capital.

  • Bruno Covas
  • Prefeito
  • São Paulo