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Grande Rio e Imperatriz reinam na 1ª noite do Grupo Especial do Rio de Janeiro

Seis escolas passaram pela Marquês de Sapucaí entre a noite de domingo (11) e a madrugada de segunda (12)

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Seis escolas entraram na Sapucaí na madrugada desta segunda (12)
Seis escolas entraram na Sapucaí na madrugada desta segunda (12)
Foto: Dhavid Normando/Imprensa Rio Carnaval
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No primeiro dia de desfile do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, entre a noite de domingo (11) e a madrugada de segunda (12), os enredos com foco em obras literárias foram maioria na Marquês da Sapucaí. Porto da Pedra, Beija-Flor, Salgueiro, Grande Rio, Unidos da Tijuca e Imperatriz Leopoldinense cruzaram a avenida. 

Depois de 11 anos no grupo de acesso, a Porto da Pedra contou a história de "Lunário Perpétuo: A profética do saber popular" com destaque para a influência do livro Lunário na cultura do povo nordestino. A escola sofreu com problemas de evolução e deixou buracos na Passarela do Samba ao longo do desfile, mas conseguiu finalizar sem acréscimos de tempo. 

A Beija-Flor homenageou a cidade de Maceió, em Alagoas, e chamou a atenção do público com a comissão de frente formando um “pião humano”. O intérprete Neguinho da Beija-Flor fez um tributo ao intérprete Quinho, do Salgueiro, que morreu no início do ano. A última vitória da agremiação foi em 2018.

Em busca do décimo título, o Salgueiro trouxe para a Sapucaí o enredo "Hutukara", que na língua yanomami significa “o céu original a partir do qual se formou a terra”. A agremiação detalhou os costumes e as lutas desse povo e fez uma viagem através de uma referência ao livro "A queda do céu - Palavras de um xamã yanomami". A escola fez uma bela homenagem ao intérprete Quinho e emocionou o público.

A quarta a atravessar o Sambódromo foi a Grande Rio, que animou as arquibancadas com 55 mil pulseiras de LED que acendiam de acordo com a evolução do desfile. A onça foi a estrela da agremiação no enredo baseado no mito tupinambá do livro "Meu destino é ser onça". Durante o trajeto, os recursos de luz foram muito utilizados, inclusive para apagar completamente as luzes da Sapucaí.

"O conto de fados" foi o enredo da Unidos da Tijuca em um passeio pela história de Portugal com influência dos livros do escritor Luís de Camões. A escola encontrou dificuldade para manejar os carros e chegou a ter problemas para garantir a entrada de um deles na avenida na curva do setor um.

Por fim, o fechamento do dia foi responsabilidade da atual campeã, Imperatriz Leopoldinense, com o enredo “Com a sorte virada para a lua segundo o testamento da cigana Esmeralda”. Os saberes e costumes do povo cigano foram retratados com muita cor e elementos cenográficos aéreos. Um dos carros levava uma mulher pendurada em um balão a cerca de dez metros do chão e chamou a atenção do público.

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