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Oinegue: Queiroga revela-se um Pazuello II, que já deveria ter sido demitido

O âncora do BandNews FM No Meio Do Dia e do Jornal da Band, Eduardo Oinegue, avalia a fala do ministro Queiroga e a recusa do passaporte da vacina.

BandNews FM 08/12/2021 • 12:59
Nesta terça-feira (7), Queiroga recusou a adoção do comprovante de imunização para turista
Nesta terça-feira (7), Queiroga recusou a adoção do comprovante de imunização para turista
Foto: Governo Federal

O âncora do BandNews FM No Meio Do Dia e do Jornal da Band, Eduardo Oinegue, avalia a recomendação da Anvisa para que o Brasil adote o passaporte da vacina para viajantes estrangeiros e os comentários do ministro da Saúde Marcelo Queiroga sobre o tema.

Nesta terça-feira (7), Queiroga recusou a adoção do comprovante de imunização para turistas e reafirmou a fala do presidente sobre ser preferível morrer a perder a liberdade.

A declaração polêmica do ministro, que é médico, e a falta de coerência no combate à pandemia foi o assunto do comentário de abertura do programa desta quarta-feira (8).

Na semana passada, a Anvisa recomendou que o país adotasse o passaporte da vacina. A medida foi referendada pelo Conselho Nacional da Saúde, mas não foi adiante.

A ação tem o intuito de preservar a população brasileira e a campanha de imunização do país, atitude já adotada pela comunidade internacional. Mas o ministro da saúde decidiu adotar apenas uma quarentena de cinco dias para estrangeiros não vacinados.

 Eduardo Oinegue aponta que o governo ainda não divulgou como será feita essa triagem e a checagem de quem foi imunizado ou não. Queiroga, que para o jornalista deveria ser “o porta-voz da ciência”, repetiu a frase de Bolsonaro e declarou que “a liberdade é mais importante que a vida” no intuito de agradar o chefe do executivo.

Segundo o âncora, o conceito de liberdade não pode ser aplicado à vacinação e ao uso de máscara, não se cabe, de acordo com ele, essa discussão. Já que a não adesão a esses procedimentos, aumenta a chances de mortes, contaminação a outras pessoas e a si próprio. Para ele, o comprovante de vacinação e a entrada apenas de imunizados é essencial para garantir a integridade da campanha vacinal feita pelo SUS.