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Reinaldo Azevedo: Bolsonaro dá na cara do STF por dois dias seguidos

Acompanhe a análise do âncora do "O É da Coisa"

BandNews FM 11/06/2021 • 09:09
As ações de Bolsonaro são vistas pelo âncora Reinaldo Azevedo como “tapas na cara” do Supremo
As ações de Bolsonaro são vistas pelo âncora Reinaldo Azevedo como “tapas na cara” do Supremo
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Nesta quinta-feira (10), o Supremo Tribunal Federal (STF), em votação no plenário virtual, rejeitou três ações que pediam a suspensão da realização da Copa América no Brasil. Com a decisão, o evento, que começa já neste domingo (13), será de fato sediado por quatro estados brasileiros (Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal), após ter tido sua realização cancelada na Colômbia, por conta da série de protestos populares contra o governo, e na Argentina, que vive um aumento de casos de Covid-19.

Bolsonaro e os tapas na cara do Supremo

Um dia antes da decisão, o presidente Jair Bolsonaro usou seu discurso durante um evento religioso em Goiás para colocar em xeque a eficácia e segurança das vacinas contra a Covid-19. O chefe do Executivo afirmou que os imunizantes ainda têm caráter experimental, igualando-as com a hidroxicloroquina, medicamento amplamente divulgado por ele para o chamado “tratamento precoce” da Covid-19, mas que já teve sua ineficácia no combate à doença comprovada pela ciência. A ação de Bolsonaro é vista pelo âncora Reinaldo Azevedo como um “tapa na cara” do Supremo, e afirma não ter sido a única agressão da semana.

Nesta quinta, Bolsonaro voltou a gerar polêmica ao declarar que “conversou com um tal de Queiroga” – se referindo ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga – para “ultimar um parecer para desobrigar o uso de máscaras para vacinados ou contaminados, tirar esse símbolo”. Sobre a questão, classificada por Reinaldo Azevedo como o segundo “tapa na cara” seguido do presidente ao STF, o jornalista questiona, primeiramente, como seria feito o controle para discriminar quem já se imunizou ou já teve a doença, e portanto, estariam isentos de usar o item de proteção.

O âncora do programa “O É da Coisa” pontua também que, ainda que fosse possível realizar tal controle, é importante lembrar que pessoas vacinadas podem contrair a doença e passa-la adiante, enquanto que quem já teve Covid-19 pode sofrer um processo de reinfecção e também contaminar outras pessoas, o que torna o uso das máscaras indispensável para controlar o avanço a pandemia no país, que tem apenas 12% da população imunizada (com a primeira e segunda dose da vacina).

Acompanhe a análise completa:

O É da Coisa

Você pode acompanhar as análises dos principais assuntos do dia feitas por Reinaldo Azevedo no programa “O É da Coisa”, com Alexandre Bentivoglio e Bob Furuya, de segunda a sexta-feira, das 18h às 19h20, aqui na BandNews FM.

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