A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, determina a abertura de inquérito para investigar o presidente Jair Bolsonaro por prevaricação.
O chefe do Executivo é suspeito de não pedir uma apuração ao ser informado, em março, de supostas irregularidades da vacina indiana Covaxin.
Em depoimento à CPI da Pandemia, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e o servidor Luis Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde, disseram ter conversado com Bolsonaro sobre essas supostas irregularidades.
Nessa ocasião, o presidente teria citado o líder do governo na Câmara, o também parlamentar Ricardo Barros (PP-PR), como envolvido nas tratativas.
A decisão da magistrada atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República, assinado pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros.
Na última terça-feira (29), a PGR tinha pedido à ministra que aguardasse pelo final da CPI da Pandemia para se manifestar sobre uma abertura de inquérito.
O requerimento, no entanto, foi negado por Rosa Weber, que determinou a manifestação do órgão antes do término das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito.
A notícia-crime que dá origem ao inquérito é assinada pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Fabiano Contarato (Rede-ES) e Jorge Kajuru (Podemos-GO).
Com isso, a PGR fica autorizada a recolher informações e depoimentos de órgãos e pessoas envolvidas, como dos irmãos Miranda e do próprio presidente da República.