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15% da população do Estado do Rio não tem o que comer, aponta levantamento

De 2018 para cá, o número de pessoas com fome no estado aumentou em quatro vezes

Gabriela Souza 23/06/2022 • 20:20 - Atualizado em 23/06/2022 • 20:37
A diminuição de políticas públicas é considerada uma das principais causas do aumento
A diminuição de políticas públicas é considerada uma das principais causas do aumento
Marcelo Camargo/Agência Brasil

15% da população do Estado do Rio não tem o que comer. O número equivale a 2 milhões e 700 mil pessoas. Os dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional foram divulgados nesta quinta-feira (23) pela ONG Ação da Cidadania.

Para o diretor-executivo da Ação da Cidadania, a redução de políticas públicas, não só no estado mais em todo o Brasil, tem provocado esse cenário. Como tentativa de amenizar esse quadro, a organização lançou a campanha Agenda Betinho. De acordo com Kiko Afonso, a proposta é estimular a solidariedade.

A Ação da Cidadania foi fundada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. O movimento serviu de base para impulsionar a campanha contra a fome.

A mobilização lançada nesta quinta vai ajudar pessoas como a atendente de caixa Daiane de Araújo, que está desempregada. Ela já sofreu a realidade de não ter um prato de comida na mesa e, hoje, vive com a ajuda de doações.

Nessas horas, o trabalho de voluntários é fundamental. Mas, segundo a representante da Instituto Anjinho feliz, Mirian Gomes, com alta da inflação, até as doações vem sendo prejudicadas.

Antes da pandemia, o Instituto distribuía 300 quentinhas por dia. Agora, com poucos donativos, os voluntários só conseguem entregar 100.