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Caso Acioli: Tenente-coronel acusado de envolvimento próximo de ser expulso

Condenado a 36 anos de prisão e perda do cargo público, Claudio Luiz Silva de Oliveira está próximo de deixar a Polícia Militar após perda de recurso na Justiça

Thuany Dossares 06/07/2022 • 19:23
Patrícia Acioli foi morta com 21 tiros ao chegar em casa, em agosto de 2011
Patrícia Acioli foi morta com 21 tiros ao chegar em casa, em agosto de 2011
Reprodução

Acusado de envolvimento no assassinato da juíza Patrícia Acioli, o tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira está próximo de ser expulso da Polícia Militar.

Isso porque, na segunda-feira (4), o oficial sofreu uma nova derrota no Tribunal de Justiça, ao ter uma concessão de um mandado de segurança negada, por unanimidade, pelos desembargadores do Órgão Especial da Corte. Cláudio tentava estender o prazo para enviar recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Com essa derrota, o tenente-coronel, que na época era comandante do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), fica próximo de ser expulso da corporação, perdendo também o soldo e vantagens remuneratórias que continua a receber. Cláudio foi condenado a 36 anos de prisão e a perda do cargo público.

A decisão dos magistrados, que acompanharam o voto do desembargador-relator Antônio Carlos Nascimento Amado, deve tornar o julgamento definitivo.

A juíza Patrícia Acioli foi morta com 21 tiros quando chegava em sua casa, em Piratininga, Niterói, após sair do Fórum de São Gonçalo, onde trabalhava, no dia 11 de agosto de 2011. Naquele dia, ela havia assinado os pedidos de prisão de dois policiais militares, que a seguiram e a mataram na mesma noite.

Eles integravam um grupo de extermínio que atuava no Batalhão de São Gonçalo (7º BPM) acusada de ter forjado centenas de autos de resistência para encobrir execuções. Todos os 11 policiais denunciados foram condenados.