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Claudio Castro diz que ‘Cidade Integrada’ não se trata só de ocupação policial

O governador do Rio afirma que o programa é um trabalho em conjunto acompanhado, simultaneamente, de ações sociais

Priscila Xavier 24/01/2022 • 13:34 - Atualizado em 24/01/2022 • 15:02

O governador Claudio Castro contesta o posicionamento de especialistas que apontam uma suposta semelhança entre os programas Unidade de Polícia Pacificadora, iniciado em 2008, e o Cidade Integrada, que começou a ser implementado nas comunidades do Jacarezinho, na Zona Norte, e da Muzema, na Zona Oeste.

Segundo Castro, diferentemente do que houve com as UPPs, o Cidade Integrada não se trata de uma ocupação policial, mas um trabalho em conjunto acompanhado, simultaneamente, de ações sociais.

Castro também defendeu também que os profissionais do governo são mais especializados.

O político nega que o Cidade Integrada, implementado nas comunidades do Jacarezinho, na Zona Norte, e na Muzema, na Zona Oeste, seja um projeto eleitoreiro.

Com relação às denúncias de abusos de agentes, o governador voltou a afirmar que não se pode haver diálogo no momento em que a polícia entra na comunidade. Segundo ele, esse diálogo passa a existir a partir da implementação de ações sociais.

Entretanto, as denúncias feitas pelos moradores serão investigadas e, caso os abusos sejam constatados, os responsáveis serão punidos.

Para esta semana, também está prevista uma reunião entre a Corregedoria da corporação e moradores para apurar denúncias de abuso por parte dos agentes na comunidade do Jacarezinho. Neste sábado (22), os moradores da região fizeram um protesto contra as ações dos policiais.

Nesta segunda-feira (24), a Polícia Civil realizou uma operação, no Jacarezinho, contra a venda irregular de botijões de gás. Na ação, foram identificados três estabelecimentos com preços acima do mercado. Um homem foi preso.

O Governo do Estado começou a colocar em prática, nesta segunda-feira (24), na favela do Jacarezinho, na Zona Norte, as primeiras ações do projeto Cidade Integrada.

Nesta primeira etapa, o governo prevê o início das obras da Escola Luiz Carlos da Silva, o cadastro de moradores que vivem em locais irregulares e sem saneamento e a microdrenagem dos rios Jacaré e Salgado.