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Conselho do Pedro II decide manter férias de julho após três meses de greve

Representantes entendem que adiar as férias levaria a uma instabilidade administrativa

Por Pilar Copolilo (sob supervisão)

Conselho do Pedro II decide manter férias de julho após três meses de greve
Reprodução/Agência Brasil

O Conselho Superior do Colégio Pedro II decide manter as férias de julho, após três meses de greve. Em reunião, os representantes entenderam que realocar o período das férias, que foram homologadas no ano passado e fazem parte da organização interna dos funcionários da instituição, traria uma instabilidade administrativa e institucional e os campi não teriam tempo hábil para se reorganizarem.

A avó de um aluno, Esperança Pereira, diz que o sentimento é de tristeza e preocupação diante da situação.

Então é muita tristeza que eu vejo essa decisão, né? Três meses de greve e agora o consupi vota pela aprovação de férias escolares, né? É triste, preocupante, porque a gente não sabe como esse conteúdo vai ser reposto, vai ser dado para os nossos filhos. Então me preocupa e me causa tristeza de ver o que está acontecendo com a escola. 

A forma de reposição das aulas perdidas neste ano ainda está em aberto. A lei determina que as instituições devem oferecer obrigatoriamente 200 dias letivos, com um total de 800 horas no mínimo.  

A auxiliar administrativa Eliana Martins lembra que o calendário do colégio está atrasado desde antes da última greve.

Todos os colégios começam o ano letivo em fevereiro depois do carnaval normalmente, o Colégio Pedro II só vai começar o ano letivo em abril, esse ano que a gente estava com uma promessa que ia regularizar esse calendário, mais uma vez eles me fizeram pausar esses três, quase quatro meses com essa greve, ou seja, o calendário vai continuar atrasado.

Em nota, o Pedro II disse que em agosto o Conselho Superior irá retomar as discussões sobre o calendário acadêmico.

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