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MP e TCU pedem que nomeação de novo presidente da Petrobras seja investigada

No documento, assinado pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, é citado que existem indícios de descumprimento de requisitos necessários para que Caio assumisse o cargo

Gustavo Sleman 29/06/2022 • 16:48 - Atualizado em 29/06/2022 • 19:32
Ministério Público fez pedido junto ao Tribunal de Contas da União
Ministério Público fez pedido junto ao Tribunal de Contas da União
Divulgação/MPRJ

A nomeação de Caio Paes Andrade para a presidência da Petrobras pode ser investigada pela Comisão de Ética Pública e a Comissão de Valores Mobiliários. O pedido foi feito, nesta quarta-feira (29), pelo  Ministério Público Junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU).

O documento cita que existem indícios de descumprimento de requisitos necessários para que ele assumisse o cargo, como a falta de experiência na área de atuação da estatal. A solicitação é assinada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado.

Além disso, também foi pedida a apuração de uma possível intromissão do Governo Federal na empresa. Em nota, o TCU informou que o processo ainda não foi aberto.

Após ter tomado posse como presidente da Petrobras na terça-feira (28), Caio Paes de Andrade, já teve reuniões com diretores da empresa e alguns membros do Conselho de Administração. O conteúdo dos encontros, no entanto, não foi divulgado. A informação é de uma fonte ouvida pela reportagem da BandNews FM.

Uma ação popular foi apresentada na Justiça Federal do Rio contra a nomeação de Caio. A medida foi proposta em nome do senador Jean-Paul Prates, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras, do coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros, Deyvid Bacelar, e do presidente da Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras, Mario Dal Zot.