BandNews FM Rio de Janeiro

Polícia tenta identificar de onde partiu tiro que atingiu menina de 13 anos na Ilha do Governador

Ana Beatriz Barcelos do Nascimento passou por uma cirurgia de quase quatro horas e tem quadro de saúde grave

Por Pedro Dobal

Polícia tenta identificar de onde partiu tiro que atingiu menina de 13 anos na Ilha do Governador
Reprodução

A Polícia Civil tenta identificar de onde partiu o tiro que acertou uma menina de 13 anos na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, na noite de quinta-feira (13).

Ana Beatriz Barcelos do Nascimento passou por uma cirurgia de quase quatro horas no Hospital Municipal Evandro Freire, na mesma região, e foi transferida para o Hospital Souza Aguiar, no Centro, que tem UTI pediátrica. O quadro de saúde dela é considerado grave.

De acordo com familiares, ela estava voltando a pé de uma aula de balé em uma ONG no Morro dos Bancários, onde mora, quando foi baleada nas costas. O tiro atingiu o pulmão e o baço.

A jovem faz balé há dois anos e tem o sonho de se tornar uma bailarina profissional. Ela é descrita pela família como estudiosa, dedicada e disciplinada.

Segundo a Polícia Militar, equipes do batalhão da região estavam no local para verificar denúncias sobre extorsões de traficantes contra motoristas de aplicativo, mas os agentes foram atacados a tiros pelos criminosos e houve confronto.

Um motorista, que também mora na região e teve a identidade preservada, conta que os tiroteios têm sido cada vez mais frequentes. Os traficantes agora ameaçam os trabalhadores e exigem pagamentos semanais de 60 a 150 reais para poderem circular.

Em agenda nesta sexta-feira (14), o governador Cláudio Castro destacou que todos os protocolos foram respeitados durante a ação que terminou com a adolescente atingida.

Os policiais afirmam que só souberam que a menina tinha sido baleada após o tiroteio. Os militares foram ouvidos pela delegacia da região, que investiga o caso.

As armas utilizadas pelos agentes foram apreendidas e encaminhadas para perícia. Os investigadores também vão analisar as imagens das câmeras dos uniformes. De acordo com a PM, os policiais estavam usando os equipamentos.

As investigações contam com o apoio da Delegacia de Homicídios da Capital. A Corregedoria da Polícia Militar também instaurou um procedimento para apurar o caso.

Segundo o Instituto Fogo Cruzado, 16 adolescentes foram baleados na Região Metropolitana do Rio apenas neste ano, sendo que nove deles morreram.

Tópicos relacionados

Mais notícias

Carregar mais