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Prefeito do Rio pede implosão do prédio anexo à antiga sede da Alerj

A solicitação foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais direcionado ao governador e ao presidente da Assembleia

Gabriela Morgado 02/03/2022 • 08:32
Prefeito faz apelo em vídeo publicado nas redes sociais
Prefeito faz apelo em vídeo publicado nas redes sociais
Reprodução/Redes Sociais

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, faz um pedido para o governador e para o presidente da Assembleia Legislativa para implodir o prédio anexo ao Palácio Tiradentes, no Centro da cidade, próximo à Praça XV.

No local, o Palácio 23 de Julho, funcionavam os gabinetes dos deputados da Alerj, antes da mudança da sede para o prédio conhecido como Banerjão, também no Centro, em agosto do ano passado. Na época, o prefeito já havia sugerido a remoção do imóvel.

Nesta terça-feira (1º), aniversário do Rio, Eduardo Paes publicou um vídeo fazendo o apelo ao governador Cláudio Castro e ao deputado André Ceciliano.

O Palácio Tiradentes foi inaugurado em 1926. Em 1975, ano seguinte à fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, o prédio e o Palácio 23 de Julho, onde funcionou o Ministério dos Transportes, foram cedidos à nova Assembleia Legislativa.

Mas, segundo a vice-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio, Noêmia Barradas, a arquitetura do prédio anexo não faz parte do conjunto de construções históricas da região. De acordo com ela, o edifício, espelhado, sofreu diversas modificações ao longo dos anos. Noêmia Barradas, que defende a reforma o imóvel, classifica o pedido do prefeito como "ousado".

Um projeto de lei de 2020 que previa a instalção de um Hospital do Olho no Palácio 23 de Julho chegou a ser aprovado na Alerj. A medida foi proposta pelo próprio presidente Casa, André Ceciliano, e pelos deputados Rosenverg Reis e Márcio Canella.

Em nota, a Alerj disse que o prédio anexo ao Palácio Tiradentes não está mais sob a responsabilidade da Assembleia e foi devolvido ao Governo do Estado no dia 23 de novembro de 2021.

Procurado, o Governo do estado não se pronunciou.