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Átila diz que quarentena de 5 dias não resolve: "tem uma série de erros"

Microbiologista explicou que o Brasil pode se tornar um polo turístico para pessoas negacionistas que desejam circular desprotegidas

Da Redação, com Bandnews TV 09/12/2021 • 00:01 - Atualizado em 09/12/2021 • 00:05

O microbiologista Átila Iamarino criticou a decisão do governo federal de criar uma quarentena de 5 dias para viajantes não vacinados contra a covid-19. Em entrevista ao programa Ponto a Ponto, da Monica Bergamo, ele disse que essa decisão faz parte de "uma série de erros epidemiológicos" do Ministério da Saúde.  

Átila entende que o ideal era o governo Bolsonaro seguir a recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e adotar o passaporte vacinal, ou seja, só aceitar a entrada de pessoas vacinadas.

"Exigir o passaporte vacinal não é impedir o vírus, mas é diminuir riscos disso acontecer. Além de passar a mensagem de que, pra segurar casos, você precisa tomar a vacina. Exigir teste negativo faz sentido. Mas 5 dias de quarentena não é tempo para resolver nada. As variantes delta, ômicron e até o coronavíruas tradicional podem ser transmitidos nesse tempo. A quarentena normalmente é de 14 dias e feita em hotéis e espaços delimitados, onde pessoa não pode sair. E fica testando todo dia", destacou Átila.

A consequência disso, segundo ele, é que o Brasil pode se tornar um polo turístico para pessoas negacionistas que desejam circular desprotegidas.

Átila também explicou que o surgimento da variante ômicron aumenta a necessidade da 3ª dose. Mas voltou a criticar o governo por não fazer uma campanha para que as pessoas se vacinem novamente.  

"As pessoas entenderam e tomaram a 1ª dose, não assimilaram tanto a 2ª dose, porque tem milhões que não voltaram, e agora precisam ser educadas da importância da 3ª dose de reforço. E para isso precisamos de uma campanha pública do Ministério da Saúde", concluiu Átila.

Vídeo: Governo ainda não deu detalhes sobre entrada de não vacinados no país