Economia

Brasil tem uma das três maiores inflações do G20, diz OCDE

Relatório da OCDE não incluiu a inflação da Rússia, entre abril e maio, país que está em guerra contra a Ucrânia

Édrian Santos 05/07/2022 • 16:46 - Atualizado em 05/07/2022 • 17:13
Inflação do Brasil só é menor que a turca e argentina, diz OCDE
Inflação do Brasil só é menor que a turca e argentina, diz OCDE
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A inflação do Brasil só é menor que a da Turquia e Argentina entre os países do G20, o grupo dos países mais ricos do mundo, segundo relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta terça-feira (05).

Na Turquia, país que lidera com os preços mais altos entre as nações do G20, a inflação chega a 73,5%, seguida da Argentina (60,7%). No caso da Rússia, o país não teve os valores de abril e maio divulgados pela OCDE, apesar de Moscou apontar um índice de 17,1% no último mês. Os três países apesentam taxas acima de 10% ao ano.

Quando se reúnem todos os países do G20, a média da inflação chega a 8,8% até maio deste ano. Em abril, o acumulado era 8,5%. No Brasil, o acumulado de 12 meses do índice que mede os preços (IPCA) é de 11,73%.

China (2,1%), Arábia Saudita (2,2%) e Japão (2,5%) possuem as menores taxas de inflação entre os 20 países mais ricos.

Acumulado entre os membros da OCDE

Já o acumulado da OCDE, um grupo mais restrito entre as nações mais ricas e desenvolvidas, subiu para 9,6% em maio ante os 9,2% de abril. O relatório aponta maior influência dos preços dos alimentos e energia. Para a entidade internacional, este é o aumento de preços mais acentuado desde 1988.

Dez países da OCDE registraram inflação de dois dígitos. As maiores taxas foram registradas na Turquia, Estônia (20%) e Lituânia (18,9%).

Já em relação ao G7, grupo dos sete países mais ricos do mundo, a inflação de maio atingiu 7,5%, quando comparada aos 7,1% de abril. Houve aumento da taxa em todas as nações que integram a entidade, exceto no Japão, Canadá (7,7%) e Itália (7,3%).