Economia

BC culpa aumento dos combustíveis e da luz por inflação acima de 10%

Segundo ele, os principais fatores que levaram ao estouro da meta foram externos --além da crise hídrica brasileira

Da redação, com BandNews TV 11/01/2022 • 18:57 - Atualizado em 11/01/2022 • 19:57
Sede do Banco Central, em Brasília
Sede do Banco Central, em Brasília
Ueslei Marcelino/Reuters

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, publicou nesta terça-feira (11) uma carta aberta encaminhada ao ministro da Economia e presidente do Conselho Monetário Nacional, Paulo Guedes, na qual explica os fatores que levaram a inflação a terminar o ano de 2021 em 10,06% - bem acima do teto da meta, quer era de 5,25%.

Roberto Campos Neto deu explicações, como já fizeram outros cinco antecessores dele, desde 1999. Segundo ele, os principais fatores que levaram ao estouro da meta foram externos: a elevação no preço das commodities, como soja, minérios e petróleo, e o desequilíbrio entre demanda e oferta de insumos, que gerou gargalos nas cadeias produtivas globais. 

Ele também cita fatores internos, como o aumento na tarifa de energia elétrica provocada pela escassez hídrica.

“A aceleração significativa da inflação em 2021 para níveis superiores às metas foi um  fenômeno global, atingindo a maioria dos países avançados e emergentes”, justificou Campos Neto. Ele disse ainda que “uma parcela da inflação de serviços em 2021 está relacionada à normalização, em nível, de preços que estavam deprimidos em decorrência dos impactos específicos da crise sanitária”, como a redução do distanciamento social.

Para frear a subida de preços, o presidente do BC sinalizou que os juros devem subir ainda mais neste ano. Em 2021, a taxa Selic subiu de 2 para 9,25%.