Economia

Inflação desacelera em maio e fica em 0,47%

A inflação perdeu a força em maio, principalmente pelo alívio da conta de luz e de alguns alimentos

Da Redação, com Desenrola Economia 09/06/2022 • 20:41 - Atualizado em 09/06/2022 • 21:45

A inflação perdeu a força em maio, principalmente pelo alívio da conta de luz e de alguns alimentos. 

Na conta de luz, o brasileiro não paga mais a bandeira tarifária escassez hídrica, o que indicava uma energia mais cara produzida no país por causa da seca. Agora é bandeira verde.  

Alimentos como frutas, legumes e verduras, que tiveram aumento nos preços por causadas chuvas no começo do ano, agora estão em queda, segundo o Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)  

No entanto, a inflação está em um patamar considerado elevado. A recuperação do setor de serviços com a melhora da pandemia da Covid-19 também tem provocado aumento de preços. Com a volta de viagens, passagens aéreas ficaram mais caras, além de restaurantes e setores de lazer.  

O que mais preocupa é a alta dos combustíveis, que afeta também o transporte de alimentos e produtos industriais. Um problema enfrentado por todo o mundo, devido à guerra da Rússia contra a Ucrânia.

A oferta de petróleo foi reduzida, há dificuldade logística, os fretes dispararam, afetando também insumos para fertilizantes agrícolas e alguns alimentos como massas, milho e a soja. Com óleo de soja mais caro, as carnes também ficam com preço elevado, já que os animais comem ração feita à base de soja e milho.  

Para tentar conter a inflação, o mundo tem adotado diversas medidas. No Brasil, o governo federal aposta na redução de impostos e no pacote de medidas aprovadas no Congresso.

A ideia dessas medidas é reduzi a inflação em até 3 pontos percentuais.  

Como parte da redução de impostos é temporária, no começo do ano que vem os preços voltam a subir.

E a redução do ICMS, impostos estaduais, faz sentido de forma provisória, já que os estados estão com caixas cheios porque a arrecadação vem batendo recorde. Se for permanente, pode fazer falta no ano que vem, quando o petróleo voltar a cair.  

As despesas vão se manter no atual patamar podendo afetar gastos importantes em áreas essenciais como a saúde e educação.