Eleições

"Nunca mudei minha posição, mas Bolsonaro é o presidente", diz Márcio França após aceno ao Governo Federal

Da Redação
28/08/2020 • 13:30

"Nunca mudei minha posição, mas Bolsonaro é o presidente", diz Márcio França após aceno ao Governo Federal Em entrevista, Márcio França criticou a falta de autonomia do prefeito Bruno Covas (PSDB) Band

Estreando a série de entrevistas com pré-candidatos das eleições municipais de 2020, Márcio França, que pretende concorrer à prefeitura de São Paulo pelo PSB, foi o convidado do programa Band Eleições desta quinta-feira, 27, falando sobre diversos assuntos como problemas de orçamento, soluções para educação e saúde, e também sobre recentes acenos ao governo de Jair Bolsonaro. 

"A gente precisa reconhecer a capacidade de um adversário. Um que eu respeito muito é o João Doria [governador do Estado]. Ele tem capacidade de ir empurrando assuntos. Na eleição passada, eu era o Márcio Cuba, Márcio Lula; agora eu sou o Márcio Bolsonaro", ironizou. "Eu não tenho vínculo com nenhum dos dois. Eu nunca mudei a minha posição, mas Bolsonaro é o presidente, goste ou não goste. E eu sinto que Bolsonaro é sincero, ele falou exatamente o que pensava, e as pessoas votaram nele".

"Se amanhã eu for prefeito, eu vou falar com Bolsonaro, com [Donald] Trump [presidente dos Estados Unidos], com [Vladimir] Putin [presidente da Rússia], com o Doria... Eu não vou prejudicar o morador de São Paulo por não gostar de alguém. Não tenho esse direito", completou. 

França fez ainda elogios ao atual prefeito, Bruno Covas, mas criticou a falta de autonomia do tucano. "O Bruno Covas é uma pessoa idônea, valente pela situação que ele está passando de doença; eu torço que ele esteja saudável para que possa disputar [o pleito] e eu derrotá-lo", pontuou. "Agora, é evidente que ele não controla nada na prefeitura. Ele está lá, o Doria mexe as mãos com alguns vereadores e pronto. Mas aqui não tem moleza, comigo vai ter confusão".

Corte de cargos comissionados a 1% 

Uma das soluções que a equipe de Márcio França pensa em implementar no primeiro ano de governo, se eleito, é cortar a 1% o atual número de cargos comissionados na prefeitura de São Paulo. 

"Temos hoje 6 mil empregados em cargos de comissão, com um custo médio de R$ 10 mil. São cargos importantes, mas no momento atual não dá. No primeiro ano queremos trabalhar com 1% desses cargos de confiança, economizando R$ 600 milhões. O governador vai ficar chateado porque faz indicações para esses cargos, mas nessa hora é o mínimo que tem para fazer", ressaltou. 

França acredita que, com propostas assim, vai conseguir equilibrar as contas da administração - que iniciará o ano de 2021 com um déficit em torno de R$ 9 bilhões no orçamento - e também terá dinheiro para implementar outros programas. Ele também garantiu que não haverá aumento ou criação de impostos.

“Eu tenho sugerido um plano que, de brincadeira, batizei de 'Plano Márcio'. Tem o Plano Marshall, que recuperou países na época da guerra, colocando US$ 14 bi para salvar a economia da Europa. Aqui [São Paulo] estou sugerindo R$ 10 bi públicos para ajudar a recuperação de comerciantes e empresários, capacitação e incentivo ao emprego e uma onda provisória para crianças que perderam esse ano na educação [poderem estudar com escolas abrindo] nos finais de semana, feriados e horários integrais”, sugeriu.

Crédito para uso de hospitais da rede privada

Se eleito, França quer trabalhar com mutirões de exames de saúde e um sistema de crédito para, quando houver atrasos no atendimento público, o paciente tenha acesso à rede privada de hospitais.

"[A ideia é] criar um número do SUS [Sistema Único de Saúde] com um prazo para ser atendido. Se isso não acontecer, a pessoa ganhar crédito que pode ser usado na rede privada. A prevenção é mais barata do que tratar uma pessoa internada". 

Mobilidade urbana

Ainda sobre sistemas de créditos, Márcio França tem a ideia de habilitar o uso de cartões de transporte público, como o Bilhete único, por exemplo, em serviços como Uber ou aluguel de patinete. Outra proposta é conceder desconto no IPVA para quem leva mais de uma pessoa no carro individual.

O pré-candidato também pensa em alterar os horários comerciais na cidade. "Uma coisa que a pandemia [da covid-19] nos ensinou é que existem soluções. Uma delas é a abertura da cidade em horários distintos, que fez com que o trânsito se esparramasse", exemplificou.

Veja a entrevista na íntegra:


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