Eleições

Bolsonaro diz que irá a debates da eleição presidencial em 2022

Primeiro debate entre presidenciáveis será na Band, em 4 de agosto; veja o dia dos pré-candidatos

Caiã Messina 12/01/2022 • 21:55 - Atualizado em 12/01/2022 • 21:58

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quarta-feira (12) que pretende ir a todos os debates da eleição presidencial deste ano. E o primeiro já tem data e lugar: será no dia 4 de agosto, na Band

“Eu pretendo ir a todos os debates. Em 2018, compareci em dois e depois tive uma crise, eu levei uma facada. Eu sobrevivi por milagre”, afirmou.

Em 2018, o então candidato Bolsonaro participou do primeiro debate na Band, em 10 de agosto.

Menos de um mês depois, ele sofreu o atentado em Juiz de Fora, que o tirou dos outros confrontos.

O debate entre os candidatos à presidência está previsto para 4 de agosto. Para os governadores, a data acertada é 11 de agosto. As emissoras afiliadas da Band vão organizar seus debates estaduais para que os eleitores de todo o país conheçam as propostas dos futuros governadores.

Em São Paulo, os principais pré-candidatos ao Palácio dos Bandeirantes já confirmaram participação.

O ministro de infraestrutura, Tarcísio de Freitas, lançado como pré-candidato pelo presidente Bolsonaro, ainda não deu entrevistas com a confirmação.

No Grupo Bandeirantes, a cobertura eleitoral nas rádios, TV, jornal e internet já começou.

Bolsonaro volta a subir o tom contra o STF

Bolsonaro chamou os ministros Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral e Alexandre de Moraes, do STF, de "defensores de Lula". 

Moraes é relator de quatro de cinco inquéritos abertos na corte para investigar o presidente. No ano passado, Barroso rebateu o presidente quando ele colocou em dúvida a segurança das urnas eletrônicas. Bolsonaro disse que o presidente do TSE "entende de terrorismo" porque, como advogado, defendeu o terrorista italiano Cesare Batisti.

“Quem eles pensam que são? Que vão tomar medidas drásticas dessa forma, ameaçando, cassando liberdades democráticas nossas, a liberdade de expressão, porque eles não querem assim porque eles têm um candidato? Os dois, nós sabemos, são defensores do Lula, querem o Lula presidente”, questionou o presidente em entrevista para um site.

Os ministros não vão responder aos ataques, por enquanto. A ideia é esperar, e se Bolsonaro insistir, o presidente do STF, Luiz Fux, vai se posicionar institucionalmente. A avaliação é de que em ano eleitoral, o Planalto tende a esticar a corda para tentar vender à militância a imagem de que o judiciário "atrapalha" o governo.

Dia dos pré-candidatos tem troca de ataques

Lula (PT) afirmou que o atual presidente "não trabalha, só cria confusão e espalha fake news". Também pela internet, o petista disse que o ano mal começou e o brasil enfrenta a primeira alta dos combustíveis. E ressaltou que o reajuste do salário mínimo não vai sequer cobrir a inflação. Bolsonaro não respondeu.

Ciro Gomes (PDT) cobrou novamente um debate com Sergio Moro (Podemos). Já o ex-juiz falou de economia, prometendo "livre mercado, com privatizações, sem vacilos nessa área, responsabilidade fiscal e social".

João Doria (PSDB) criticou o governo federal, que na opinião dele, politizou a imunização das crianças contra a covid-19.

“Aqui nós não fazemos deliberações vinculadas ao combate à pandemia de ordem política ou eleitoral e muito menos ideológica. Aqui determina, manda a ciência”, disse durante coletiva onde o governo de São Paulo recomendou medidas restritivas a públicos em eventos como shows e jogos de futebol.

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