Covas diz que volta às aulas pode levar a 2º pico de covid e ressalta parceria com Doria

Da Redação 25/09/20 • 00:08 - Atualizado em 25/09/20 • 01:12
Atual prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas tenta a reeleição pelo PSDB
Atual prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas tenta a reeleição pelo PSDB
Band Eleições

Convidado do programa Band Eleições desta quinta-feira, 24, o atual prefeito de São Paulo e candidato à reeleição pelo PSDB, Bruno Covas, afastou a possibilidade de retorno às aulas antes do sinal verde da vigilância sanitária. Covas foi entrevistado pela apresentadora Sheila Magalhães e pelo jornalista Pedro Campos.

"A área da educação não dá para comparar com nenhuma outra pela sua importância e dimensão. São 2 milhões e meio de alunos", disse. "Temos que lembrar que 70% [das crianças] são assintomáticas, sendo que 30% moram em casas com pessoas com mais de 60 anos, que são mais vulneráveis à doença", acrescentou sobre a pandemia de covid-19.

Para o prefeito, o retorno às aulas de forma imediata elevaria as possibilidades de um segundo pico da doença na cidade. 

Covas ressaltou ainda que tem autoridade legislativa para, se for o caso, a prefeitura comprar vagas no ensino privado para que todos os alunos da rede pública tenham vaga quando as aulas voltarem de forma presencial.

Privatizações e orçamento

Bruno Covas afirmou que sua gestão conseguiu assinar algumas PPPs (Parcerias público-privadas) dentro do projeto de privatizações. "Normalmente o prazo é de cinco anos, nós conseguimos avançar mais do que o governo federal", pontuou o prefeito, que citou concessões como o Mercado de Santo Amaro, o Parque do Ibirapuera e o Estádio do Pacaembu, mas lamentou não ter avançado mais. "Eu gostaria de ter feito mais? Gostaria de ter feito muito mais", confessou.

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Sobre a vida financeira da administração municipal, o atual prefeito da capital paulista disse que o ano começou em uma situação mais confortável após a reforma da previdência municipal, porém a pandemia aumentou o rombo para R$ 10 bi, algo que Covas pretende enfrentar com recursos do superávit de R$ 2 bi e meio deste ano e transferências extras dos governo estadual e federal.

“A previsão é um orçamento de R$ 67 bi [para 2021]; são R$ 2 bi a menos do que 2020, mas nós vamos seguir com investimentos em áreas sociais como educação, saúde e assistência", garantiu.

Mundo pós-pandemia

Questionado sobre os hospitais de campanha erguidos durante a crise da covid-19, Covas afirmou que equipamentos de dois hospitais já fechados estão sendo usados em unidades fixas da rede pública, bem como os profissionais contratados para a ocasião.

“Ampliamos para 10 mil o número de profissionais da área de saúde em São Paulo e também entregamos oito hospitais que serão permanentes para poder fazer frente inclusive às novas demandas no mundo pós-pandemia, seja em questão de saúde mental ou problemas respiratórios”. 

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Rejeição e apoio de Doria

O atual prefeito, que tenta a reeleição, falou ainda sobre os índices de rejeição de seu nome que têm aparecido em pesquisas de intenção de voto. Para ele, isso se deve ao desconhecimento da população sobre os feitos de sua gestão. 

“Em um ano dominado pelo coronavírus, não conseguimos comunicar sobre as 25 mil vagas em unidades habitacionais, 85 mil vagas em creches, oito novos hospitais, 12 novos CÉUs, calçadas refeitas e ruas recapeadas”, exemplificou. 

Sem receio do fator João Doria, governador de São Paulo - que poderia impactar sua campanha, Covas voltou a ressaltar a parceria entre os governos municipal e estadual, citando a segurança urbana como fruto desse trabalho. “Estamos chegando neste ano a 3,5 assassinatos por mil habitantes, é o melhor índice de todas as capitais, abaixo até dos 6 recomendados pela ONU”.

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“Durante o governo do PT eu era chamado de neoliberal, agora eu sou chamado de comunista”, riu. “Eu sigo com meus valores e princípios, mas o que a população quer saber é do remédio no posto, do ônibus no ponto, da vaga na creche”, observou Bruno Covas, que chega com uma campanha rodeada por outros dez partidos coligados.

“É uma frente a favor de São Paulo, para resgatar a importância de construir concessões para as políticas públicas”, pontuou. “Não adianta achar que sozinho eu vou aprovar propostas que a cidade precisa na Câmara [Municipal] ou que sozinho vou conseguir os recursos necessários para a pós-pandemia”, concluiu.

Assista ao programa na íntegra:
 

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