Eleições

Eleições 2022: Brasil tem 156 milhões de eleitores cadastrados aptos a votar

Segundo dados do TSE, deste universo, 23,3 milhões são eleitores que não são obrigados a votar

Da Agência Brasil 06/08/2022 • 08:18 - Atualizado em 06/08/2022 • 08:24
Urna eletrônica
Urna eletrônica
Arquivo Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom

Mais de 156,4 milhões de pessoas estão aptas a votar nas eleições de 2 de outubro. Neste universo, ao menos 23,3 milhões de eleitores e eleitoras devem votar por vontade própria, já que, por lei, não são obrigados. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

A Constituição Federal estabelece o voto facultativo, ou seja, opcional, para os jovens de 16 e 17 anos de idade; pessoas com 70 anos ou mais e também para analfabetos. Só os eleitores que declaram não saber ler, nem escrever, ultrapassam os 6,33 milhões de pessoas. Um número que representa cerca de 4% de todas as pessoas em condições legais de votar.

De acordo com o último censo populacional realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, a taxa de analfabetismo entre a população de 15 anos ou mais tinha caído de 13,63%, em 2000, para 9,6%, totalizando 13.933.173 em 2010. Pelos dados disponibilizados pelo TSE, este ano, o maior número de eleitores que se autodeclararam analfabetos no momento do alistamento eleitoral tem entre 70 a 74 anos de idade, superando as 730 mil pessoas.

Além dos analfabetos, há, entre os dito eleitores espontâneos, 815.063 pessoas com 16 anos de idade e outros 1.301.718 que já completaram 17 anos. Juntos, os dois grupos somam 2.116.781 eleitores. Um número cerca de 50% superior aos 1.400.617 registrados em 2018.

As eleições vão definir o próximo presidente, além dos futuros governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.

Já o total de eleitores e eleitoras com mais de 70 anos de idade aumentou de 12,02 milhões, em 2018, para 14.893.281, em 2022. Destes, 184.438 têm mais de 100 anos - dentre os quais, 45,4 mil não sabem ler ou escrever.

Professora e pesquisadora do Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a cientista política Rachel Meneguello considera que a motivação para o voto espontâneo está associada ao interesse pela política e à percepção da importância de que, em uma democracia representativa como a brasileira, os cidadãos devem assumir a responsabilidade de ajudar a escolher seus líderes políticos.

“As pesquisas mostram que, nos últimos 20 anos, se o voto não fosse obrigatório, não menos que 40% dos eleitores iriam votar. Ainda assim, o eleitorado entende o ato de votar como um ato cívico que faz parte de sua vida política – a ponto de, na redemocratização, após a ditadura militar, [o direito a] votar para presidente em eleições diretas ter sido um dos pontos centrais das campanhas que envolveram grande parte da população”, destacou Rachel.