Eleições

Lula descarta Dilma em eventual governo do PT e diz esperar por Alckmin

Ex-presidente analisou cenários em entrevista; dia de pré-candidatos tem Moro dizendo que PT "arregou" ao descartar CPI

Caiã Messina 26/01/2022 • 20:02 - Atualizado em 26/01/2022 • 21:21

Lula deu a entender que Dilma Rousseff não vai fazer parte de um eventual novo governo do PT. Ele disse que a ex-presidente é excelente técnica, mas não tem jogo de cintura político. 

O petista também cobrou Geraldo Alckmin, cotado para ser seu vice, em entrevista a uma rádio no Vale do Paraíba, região do ex-governador.

“Vai depender, obviamente, da filiação do companheiro Alckmin num partido político que faça aliança com o Partido dos Trabalhadores”, disse.

Ele foi convidado a entrar no PSB em dezembro, mas até agora não decidiu mesmo após deixar o PSDB.

Moro diz que PT “arregou” ao descartar CPI contra ex-juiz

Os pré-candidatos ao Planalto Lula, Sergio Moro e Jair Bolsonaro já trocam acusações antes mesmo do início da campanha oficial.

Hoje, Sergio Moro subiu o tom ao ser informado que o PT descarta uma CPI para apurar a atuação do ex-juiz como consultor de uma empresa americana contratada por alvos da Lava a Jato, disse que lula "arregou".

Moro afirma que ao apurar a contratação dele pela Alvarez and Marsal, pedida pelo TCU, surgiriam "verdades incômodas" sobre as acusações de corrupção contra o petista. O ex-juiz promete revelar detalhes do emprego nesta sexta feira.

“Quanto que eu ganhei, quanto que eu recebi, mostrar que eu não recebi nada de empresa investigada na operação Lava a Jato”, disse em rede social.

Jair Bolsonaro também disparou contra o PT e afirmou que em governos anteriores o dinheiro do brasileiro era usado para financiar ditaduras socialistas.

O atual presidente disse que em vez de investir em Cuba ou na Venezuela, o BNDES vai destinar R$ 150 milhões a projetos de apoio a educação e emprego no Brasil.

O tucano João Doria alfinetou o presidente e ressaltou que nos últimos três anos, a economia de São Paulo cresceu cinco vezes mais que a do Brasil.

A senadora Simone Tebet (MDB) reafirmou a disposição de concorrer à presidência, apesar da pressão de parte da bancada para fechar alianças já no primeiro turno.

“Eu acabei de receber o apoio de 20, dos 27 diretórios regionais do MDB para que nossa candidatura possa estar na rua, pré-candidatura, a partir de fevereiro”, afirmou.