Pré-candidata, Joice Hasselmann diz que é preciso coragem para enfrentar as máfias da Prefeitura de São Paulo

Da Redação 10/09/2020 • 17:04
Joice Hasselmann no programa Band Eleições
Joice Hasselmann no programa Band Eleições
Band

Pré-candidata do PSL à Prefeitura de São Paulo, Joice Hasselmann foi a convidada do programa Band Eleições desta quinta-feira, 3, onde falou de suas propostas caso eleita para um mandato de desafios pós-pandemia de coronavírus e orçamento apertado.

“Tem uma bomba-relógio armada para 2021. Os reflexos da pandemia atingem duramente não só a saúde, mas a educação e o processo econômico da cidade. A prefeitura precisa dar uma resposta a isso em um momento que tem menos dinheiro em caixa. Para isso, tem que ter austeridade e corte de penduricalhos, que tem muitos, como os cargos de confiança que viraram um ‘trem da alegria’; também é preciso um ajuste firme no combate contra a corrupção. Hoje, em São Paulo, você não abre uma portinha sem dar propina especialmente aos fiscais e gente próxima ao prefeito”. 

Deputada federal e ex-aliada de Jair Bolsonaro, Joice citou as “máfias” por trás da administração municipal e disse que é preciso coragem para enfrentá-las. “Não adianta ter alguém que faz discurso bonitinho sem coragem de encarar essas máfias. Hoje tem muita máfia envolvida nos serviços públicos, alguns tem até o PCC por trás. Tem que ter coragem para enfrentar isso”. 

Transporte público

Um dos exemplos que a pré-candidata usou para reforçar sua tese envolve os problemas do transporte público da cidade. Ela pretende acabar com as licitações que, segundo ela, favorecem as mesmas empresas de ônibus, e fechar a SPTrans, órgão que fiscaliza o sistema. 

“Não tem sentido existir. É um ‘cabidaço’ de empregos, um ralo de dinheiro público escorrendo e você não vê atuação e autuação dessas empresas. A prefeitura tira mais de R$ 3 bi para isso. As empresas que se adequarem [a este novo modelo] estão dentro, mas quem vai tomar conta será a prefeitura”, afirma Joice, que ainda garantiu o fim do subsídio para o setor e do reajuste da passagem; segundo ela, talvez seja possível, inclusive, baratear o preço do bilhete.

Falta de experiência

Questionada sobre a falta de experiência no Executivo, a pré-candidata do PSL fez duras críticas aos prefeitos de gestões anteriores. “Para fazer o que esses prefeitos fizeram, me desculpe, mas essa experiência eu não quero. Tivemos prefeitos preguiçosos, incompetentes ou corruptos”, disse, sem citar nomes. “Eu tenho experiência no executivo privado e vou trazer isso para a gestão pública”. 

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Saída “pesada” do governo Bolsonaro 

Joice Hasselmann, que se elegeu deputada federal ao fazer campanha ao lado do atual presidente Jair Bolsonaro, comentou também sobre sua tumultuada saída da base aliada bolsonarista. 

“Foi uma saída pesada”, definiu. “Eu não me arrependi do apoio porque eu estava na luta para tirar o PT do poder (...) [mas] comecei a ver coisas acontecendo dentro do governo que iam contra as bandeiras que eu defendia. Quando comecei a apoiar o presidente ele não era ninguém. Tinha 3% de apoio. Ele bateu na minha porta pedindo ajuda. Eu não entrei na onda Bolsonaro, nós criamos essa onda juntos, mas o presidente acabou rompendo com bandeiras como o combate contra a corrupção”.

Centrão está “violentando” o governo

Ainda sobre as críticas com relação ao governo de Jair Bolsonaro, Joice citou a aproximação do Executivo com o Centrão. “Quando eu liderava o governo, o Centrão não estava no governo. Agora temos R$ 200 bilhões em estatais e cargos entregues ao Centrão, que está violentando o governo, e eu era a blindagem que não deixava isso acontecer”. 

Filhos do presidente

“Eu entendo que boa parte desse desgaste é por parte dos filhos dele, com quem eu nunca tive boa relação (...) eu quero que o governo dê certo, só queria que o presidente desse férias para os três filhos para que o País possa andar melhor”, completou.

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