Eleições

PT admite conversas com MDB, apesar da pré-candidatura de Tebet

Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, disse que lideranças nordestinas do MDB têm simpatia pela candidatura do Lula

Édrian Santos 23/05/2022 • 16:51 - Atualizado em 23/05/2022 • 17:21
Gleisi Hoffmann admite conversas com lideranças do MDB, apesar de Tebet
Gleisi Hoffmann admite conversas com lideranças do MDB, apesar de Tebet
Reprodução

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, admitiu que o partido conversa com lideranças regionais do MDB, apesar da pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MDB) ao Palácio do Planalto.

“Quanto ao MDB, a gente também tem conversado. Temos o mesmo problema. O MDB é um partido que é muito por estado o movimento que eles fazem. Por exemplo, o MDB do Nordeste tem grande simpatia pela candidatura do presidente Lula. Mas eles têm uma candidata, que é a Simone Tebet. A gente também respeita”, disse Gleisi.

Questionada sobre conversas com o ex-presidente Michel Temer (MDB), que chegou ao Planalto após impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Gleisi negou tais tratativas. A líder petista ressaltou que, por enquanto, apenas lideranças regionais foram acionadas.

A fala de Gleisi ocorreu durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (23), logo após reunião entre os presidentes dos partidos que apoiam a chapa formada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB). Ambos eram rivais nas eleições de 2006, quando o petista venceu por 48,6% dos votos.

Racha no MDB

Na atual situação, o MDB tem candidatura própria à presidência da República. O nome de Tebet deve ser oficializado após o ex-governador João Doria (PSDB) anunciar a desistência do pleito.

Tucanos e emedebistas, além do Cidadania, integram o grupo de partidos que querem lançar um nome da chamada “terceira via”, em oposição à polarização entre Lula e Jair Bolsonaro (PL).

Nos bastidores das eleições, há relatos de que Tebet enfrenta resistência partidários do Nordeste, pois as lideranças locais tendem a apoiar Lula. Dados os governos petistas, historicamente, as duas siglas sempre mantiveram relações nos estados nordestinos.