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Eloy Casagrande conta se vai para o Slipknot após fim do Sepultura

O artista foi cotado por um site americano como um dos nomes prováveis para integrar o grupo após a saída de Jay Weinberg; veja o que ele disse

Por Hanna Rahal

Eloy Casagrande
Eloy Casagrande
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Nesta sexta-feira (8), a banda brasileira de heavy metal, Sepultura, anunciou em coletiva de imprensa que irá se separar após 40 anos de muito sucesso. Para encerrar a jornada, os integrantes Derrick Green, Paulo Jr., Andreas Kisser e Eloy Casagrande vão preparar uma turnê de despedida em 40 países para 2024. Contudo, o anúncio fez fãs especularem a ida do baterista para o Slipknot. 

Com a movimentação das bandas, Eloy Casagrande é agora alvo nas redes sociais. Tudo começou há algum tempo, quando o grupo de Corey Taylor anunciou a demissão de Jay Weinberg, substituto de Joey Jordison no Slipknot. A banda disse apenas que a demissão do integrante se deu por uma “vontade de continuar evoluindo”.

A repentina saída de Jay abriu espaço para rumores de que a banda já teria um substituto e, por seu estilo e reconhecimento, Eloy foi um dos mais mencionados nas redes sociais. Vale lembrar que, em 2022, Eloy Casagrande concorreu com Jay Weinberg para o prêmio de melhor baterista de Metal do ano e acabou perdendo.

Eloy Casagrande entrará no Slipknot?

Durante a coletiva de imprensa, um repórter da Roadie Crew, perguntou para Eloy quando ele entra no Slipknot e se já tem uma data para começar a tocar com a banda. Em tom de brincadeira, Eloy desconversou: "Na verdade, eu comecei a tocar com o Paul McCartney. Hoje, se você for lá no show, eu que vou tocar batera". Andreas Kisser brincou também: "Bem melhor, com todo respeito ao Slipknot", enquanto todos os presentes caíram na gargalhada.

Contudo, após a coletiva, o Band.com.br, conversou com exclusividade com o baterista e ele revelou detalhes sobre o futuro e sobre a ida para o Slipknot: “É um movimento da internet. Na verdade, não está acontecendo nada. Na vida real, estou focado na turnê do Sepultura”, diz. 

O artista, no entanto, deixa uma ponta solta: “Quem sabe no futuro, ao término da banda, sim, aconteça alguma coisa com o Slipknot. Mas por enquanto são só boatos. Gosto muito dos caras. O Slipknot é uma banda expoente no mundo do metal”. 

Eloy ainda explica que é muito complicado dizer o que acontece depois do Sepultura, porque a rotina dos artistas nem sempre são planejadas. “Nem sei o que vou almoçar amanhã”, reflete. “Tenho meus projetos paralelos, mas estou sempre aberto para fazer clínicas de bateria. Inclusive, eu viajo o mundo explicando sobre o meu instrumento, fazendo gravações para outras bandas, então nunca se sabe. É deixar que a arte me leve”, completa. 

Casagrande & Hanysz é o projeto instrumental de Eloy Casagrande, baterista do Sepultura, com o guitarrista João Hanysz. A parceria dos músicos cria sons experimentais que são influenciados por suas vivências e sonhos, confundindo os ouvintes sobre o que é real ou imaginado. É música brasileira com toques de metal extremo. É rock progressivo com influência de videogame. Algo como o “real imaginado”.

Preparação para a turnê

Assim como Andreas Kisser, que não bebe, medita e cuida da saúde, Eloy também entende que é preciso cuidar de sim mesmo, para assim então, não só fazer um bom show, como também, construir um mundo melhor. Além disso, tocar metal, e tocar Sepultura, não é tarefa fácil, então é preciso uma preparação especial. 

“Além da parte musical e de aprender o instrumento, tem uma questão física ligada a isso. Faço uma preparação fora da bateria, com musculação todos os dias e a prática do meu instrumento — que é a maior felicidade da minha vida. Toco metal desde os 16 anos, faz muito tempo que atuo nesse meio e meu corpo acabou se adaptando com isso. Mas tem toda uma questão de se manter saudável, com alimentação, exercícios físicos, fortalecimento de músculos para que eu não tenha dores”, explica. 

Quem é Eloy Casagrande? 

O baterista começou no Sepultura em 2011, por meio da indicação de uma pessoa que trabalhava na banda. “Eu tocava no Gloria, e após esse show, eles me viram tocando e me chamaram para um teste. Daí rolou”, conta. 

Aos 32 anos, ele foi eleito pela revista Modern Drummer como o melhor baterista de metal de 2021 e pelo website drumeo como o melhor baterista de metal de 2022. Tudo começou ainda na infância. Casagrande começou a tocar aos sete anos, quando ganhou uma bateria de brinquedo de sua mãe, e a partir disso, não parou mais e hoje é tido como um dos melhor bateristas do mundo. 

Nas redes sociais, o artista conta com mais de 400 mil seguidores e compartilha momentos do seu trabalho com a bateria. Ele vive com a cirurgiã plástica, Ariane Garcia, e é bem discreto sobre sua vida pessoal.

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