Melhor da Noite

Brasileiro lembra preconceito como bailarino: "Estranho experimentar sapatilha"

Jovani Furlan conta como é fazer parte de uma importante companhia de dança de Nova York. Assista à participação dele no Melhor da Noite

Da redação

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Primeiro bailarino brasileiro do New York City Ballet, Jovani Furlan falou no Melhor da Noite desta sexta-feira (1º) sobre o preconceito que tinha na época que entrou para a renomada companhia de dança.  

"Logo que passei no teste, lembro de ter ido à escola e e eles perguntarem o tamanho do sapato. Achei estranho experimentar sapatilha. Na época, a Silvana Albuquerque, que era uma das coordenadoras, falou que lutadores de boxe também usam sapatilhas. Daí eles quebraram um pouco do meu preconceito", contou.  

Jovani diz que dentro da escola não sentia preconceito.  

"Como o Bolshoi, por ser uma escola que tem muitos meninos, era algo normalizado para mim. Mas fora da escola com certeza existia preconceito, até por pessoas de dentro da minha família, de achar que balé é para menina", afirmou.  

Ele ressaltou que sempre se sentiu acolhido como integrante da companhia.

"Dentro da escola, nunca me senti sozinho e sou feliz por ser um homem bailarino, um homem da dança. Para os meninos que estão começando agora, aproveitem! Você estão no melhor lugar que poderiam estar", aconselhou.

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