Melhor da Tarde

Intérprete de Batoré morre aos 61 anos após luta contra o câncer

Em maio de 2021, o ator e humorista Ivanildo Nogueira relatou depressão e dificuldades financeiras em entrevista ao Melhor da Tarde; relembre

Da Redação 06/05/2021 • 15:41 - Atualizado em 10/01/2022 • 18:29

O humorista Ivanildo Gomes Nogueira, mais conhecido pelo personagem Batoré, morreu nesta segunda-feira (10), aos 61 anos.  

Batoré estava com câncer e morreu quando estava sendo atendido em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), em Pirituba, na Zona Norte da capital de São Paulo.

A causa da morte não foi divulgada. A prefeitura informou que “os devidos esclarecimentos médicos foram repassados à família”.

Ivanildo era pernambucano, de Serra Talhada, e se mudou para São Paulo na infância. O personagem Batoré ficou famoso no programa "A Praça é Nossa", do SBT. Ele também trabalhou como ator na novela “Velho Chico”, da Rede Globo.

Fora do cenário artístico, Ivanildo atuou na política. Foi vereador de Mauá (SP), pelo PP, duas vezes. E era defensor do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Batoré enfrentou depressão e dificuldades financeiras em 2021

Após ter sido demitido do humorístico "A Praça é Nossa", do SBT, ele enfrentou a depressão. Em entrevista concedida ao Melhor da Tarde em maio de 2021, o intérprete de Batoré relatou anemia e perda de peso.

Ivanildo contou que a pandemia o impediu de trabalhar e de seguir com alguns projetos. “Eu sempre falei que pobre não morre de depressão. Hoje eu falo diferente: pobre morre de depressão, mas ele não sabe o que é”, disse o ator. 

“Quando eu voltei para A Praça, eles não tinham dinheiro para me contratar. Fizemos um contrato de cachê baixo, mas depois das férias eu seria contratado. Porém, veio a pandemia e eu recebi a ligação de que não iria gravar mais. Nos proibiram de trabalhar e começaram a chegar os boletos”, explicou. 

O ator também teve dificuldade para pagar a pensão alimentícia dos seus filhos e disse que imaginá-los passando fome foi um gatilho muito grande. “Eu pensei em ir até atrás da pessoa que determinou que a gente parasse de trabalhar”, revelou.