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São Paulo inaugura maior museu de arte de rua à céu aberto

Gustavo Drullis, do Metro Jornal 20/08/2020 • 12:11
1º NaLata Festival Internacional fez intervenções na zona oeste da cidade
1º NaLata Festival Internacional fez intervenções na zona oeste da cidade
Reprodução/Instagram

Quem passa pelo bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, se depara com cores e formas que dão uma nova cara à região. É a 1ª edição do NaLata Festival Internacional de Arte Urbana, que entrega hoje 12 obras para compor o maior museu de grafite a céu aberto do país. 

Do Largo da Batata ao Parque do Povo, passando pela avenida Brigadeiro Faria Lima, os trabalhos formam uma série de intervenções em empenas de prédios - as laterais sem janelas - da região. Da rua, os grafites e murais podem ser apreciados livremente, conferindo uma nova expressão criativa à paisagem urbana. 

Entre os autores, estão nomes conhecidos da arte de rua. De brasileiros, temos Alex Senna, Enivo, Evol, Marcelo Eco, Mari Mats, Mateus Bailon, Pri Barbosa e Rafael Sliks. As convidadas internacionais são Gleo, muralista colombiana, e a mexicana Paola Delfín, também muralista.

"Cada artista à sua forma, mas todos eles foram influenciados pela pandemia, sofreram esse impacto e criaram novas visões sobre o trabalho deles no momento. Tem artistas que acabaram pintando pessoas próximas, familiares. Há artistas que homenagearam outros no festival. Não tem como isso não acontecer, é natural. São seres criativos, mentes criativas", conta o curador Luan Cardoso. 

Novo formato

Cardoso lembra que o NaLata não é uma consequência do momento que vivemos hoje. A ideia começou a ser pensada há dois anos. Desde então, foi um intenso processo de pesquisa da melhor região e dos prédios que poderiam receber as intervenções. E os moradores ainda tiveram de ser convencidos. 

A pandemia acabou mudando os planos iniciais, que envolviam uma série de atividades e nove outros convidados internacionais. Tudo isso foi adiado para a próxima edição, que deve ocorrer no ano que vem. "O mais importante é que o evento é um festival de arte pública, para todo mundo. Isso é a beleza do projeto, que a gente coloca na rua e não cobra ingresso, é um presente para a cidade", afirma o curador.

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