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Após internação por covid-19, ex-goleiro Aranha lança livro sobre a história do negro no Brasil

O ex-atleta, que atuou no Santos e no Palmeiras, aborda racismo e escravidão em "Brasil Tumbeiro"

Da Redação, com Rádio Bandeirantes 25/07/2021 • 11:42 - Atualizado em 25/07/2021 • 13:37
O ex-goleiro de 40 anos aborda racismo e escravidão em seu primeiro livro
O ex-goleiro de 40 anos aborda racismo e escravidão em seu primeiro livro
Reprodução/Instagram @aranhaoficial

O ex-goleiro Aranha lançou neste mês seu primeiro livro, “Brasil Tumbeiro”. O ex-atleta de 40 anos, que atuou em times como Santos e Palmeiras, resgata a história do negro no Brasil na obra publicada pela Editora Mostarda.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Aranha fala sobre racismo estrutural, um dos temas abordados no livro. “Até o fim da escravidão o negro não era nem ser humano. Quando acabou, precisaram criar um sistema para os negros não dividirem o mesmo espaço, o que a gente chama de racismo estrutural. Tudo isso reflete nos dias de hoje ainda”, pontua o ex-goleiro.

Ele também lamenta o descaso com a educação no país. “O Brasil não vai para frente deixando metade da população de qualquer jeito, sem estudar”, declara. 

Em 2014, Aranha foi alvo de ofensas racistas na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), numa partida do Santos contra o time da casa pela Copa do Brasil. Ele foi atacado por uma torcedora do Grêmio, que o chamou de “macaco”. Na época, o clube foi punido com a exclusão do torneio.

Internação por covid-19
 

Aranha relata o drama que passou em junho deste ano, quando foi internado com covid-19. Ele ficou 10 dias em UTI e teve de usar máscara de respiração. O acessório impediu uma possível intubação. Com os pulmões comprometidos, o ex-atleta teve a forma grave da doença. “Essa doença fica vasculhando o nosso organismo atrás de uma brecha”, finaliza.

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