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Em alta na F1, Pérez poderia ter sido advogado ou jogador de futebol

Emanuel Colombari 02/06/2022 • 07:15
Imagem: Club América
Imagem: Club América

Sergio Pérez renovou contrato com a Red Bull e será piloto da equipe até o final da temporada 2024 da Fórmula 1. Mas em um universo paralelo, o mexicano seria um advogado ou... Um jogador de futebol.

Nascido em Guadalajara no dia 26 de janeiro de 1990, Sergio Pérez não demorou a tomar gosto pelas corridas – o pai, Antonio, foi piloto. Assim, Checo começou no kart em 1996, antes de estrear em monopostos em 2004.

Ao mesmo tempo, Checo sempre foi um apaixonado por futebol. Embora natural de Guadalajara (cidade de clubes como Chivas, Atlas, Tecos e Leones Negros), o tapatío Pérez se tornou torcedor do América, da Cidade do México. E foi por culpa do clube de coração que quase viu a carreira no automobilismo terminar ainda no começo.

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Aos 12 anos, de acordo com a agência EFE, Checo decidiu ir a um clássico entre Chivas e América ao invés de comparecer à decisão de um campeonato de kart. O América venceu, mas o pai não gostou da ausência na prova e decidiu vender os karts do filho.

Até porque, na juventude, correr na Fórmula 1 não era um objetivo realista para Checo. “Eu me via jogando no América. Pensava que nunca teria a oportunidade de chegar à Fórmula 1. Pensava que tinha futuro no futebol, mas rapidamente soube que não. Não há menino que não sinta que é o melhor jogador do mundo”, comentou em entrevista ao site da Red Bull.

Felizmente, Pérez seguiu nas pistas, chegando ao automobilismo europeu já em 2005. Em pouco tempo, mostrou seu talento: chegou à GP2 (atual Fórmula 2) em 2009 e se tornou vice-campeão da categoria em 2010. Também em 2010, entrou para a Academia de Pilotos da Ferrari, da qual fez parte até 2012. Em 2011, estreou na F1 pela Sauber.

De lá para cá, as coisas caminharam bem para Pérez. Mas se não caminhassem, tudo bem: ele não teria problemas em largar a F1 e buscar outros rumos.

“Eu voltaria para o México e tentaria me tornar um advogado – e viver uma vida normal”, contou ele em entrevista ao site da categoria em 2012.

Emanuel Colombari

Emanuel Colombari é jornalista com experiência em redações desde 2006, com passagens por Gazeta Esportiva, Agora São Paulo, Terra e UOL. Já cobriu kart, Fórmula 3, GT3, Dakar, Sertões, Indy, Stock Car e Fórmula 1. Aqui, compartilha um olhar diferente sobre o que rola na F-1.