Blog Grid
Notícias

O que a Aston Martin tem feito para chegar ao topo da F1 em 'quatro ou cinco anos'

Emanuel Colombari 15/09/2021 • 07:00
Imagem: Aston Martin/Divulgação
Imagem: Aston Martin/Divulgação

Contratar Sebastian Vettel para formar dupla com Lance Stroll em 2021 foi um movimento ousado da Aston Martin em seu retorno à Fórmula 1. Mas não foi o único, e a marca britânica vem deixando bem claro que quer chegar ao topo em pouco tempo.

Vettel chegou à Ferrari como um tetracampeão mundial. Viveu maus momentos, especialmente a partir de 2018, e deixou a equipe em baixa no fim de 2020. O começo na Aston Martin não foi dos mais animadores – especialmente se considerarmos que a Racing Point, antecessora da escuderia verde, brigava por pontos e até pódios com regularidade.

Os pontos vieram e logo a Aston Martin passou a ter alguma estabilidade no pelotão intermediário da temporada – ainda abaixo do que time viveu em 2020, é verdade. Aos poucos, porém, a transição começa a ser feita, e o time pode tornar público que sonha alto.

Leia também:

O bilionário Lawrence Stroll, dono da AMR GP (empresa que controlava a Racing Point e que mudou o nome da equipe em 2021 para Aston Martin), já admitiu que gostariu de contar com Lewis Hamilton em seus carros. E quem não gostaria, não é?

“Você precisa ser louco para não querer Lewis pilotando para você”, disse o magnata.

É brincadeira, claro, mas mostra a ambição e a ousadia de Stroll. O time está investindo em uma nova fábrica e em um novo túnel de vento. Atualmente, a escuderia utiliza o equipamento da Mercedes.

Imagem: Aston Martin/Divulgação

Não é só. Dan Fallows, chefe de aerodinâmica da Red Bull, foi anunciado pela Aston Martin em junho. O designer Andrew Alessi, também ex-Red Bull, chega para chefiar o departamento de operações técnicas. E a equipe quer aumentar seu quadro de funcionários, de 500 para 800, nos próximos anos.

Ao site oficial da Fórmula 1, Lawrence Stroll explicou que as mudanças estruturais da Aston Martin devem estar concluídas até o fim de 2022 ou o começo de 2023. A partir daí, o objetivo é buscar mais do que eventuais pontos.

“Não acho que, na Fórmula 1, como em qualquer outro negócio, você possa planejar vencer antes de quatro ou cinco anos. Acho que isso é, realisticamente, o tempo que leva”, afirmou.

“Todos sabemos que o sucesso na Fórmula 1 – ou em qualquer outro negócio – não vem da noite para o dia. Leva anos para que encontrarmos as pessoas certas, as ferramentas certas, os processos certos. Mas estamos construindo nosso time e investindo, com a ambição de escalarmos no grid ano após anos. Nosso objetivo final é vencer títulos.”

Imagem de abertura: Aston Martin/Divulgação

Emanuel Colombari