Fórmula 1

Para Romain Grosjean, retrocesso na temporada é 'típico' da Haas

Ex-piloto da equipe ainda defendeu Mick Schumacher, que busca primeiros pontos na F1

Da redação 29/06/2022 • 08:57
Ex-piloto da equipe ainda defendeu Mick Schumacher, que busca primeiros pontos na F1
Ex-piloto da equipe ainda defendeu Mick Schumacher, que busca primeiros pontos na F1
Haas F1 Team

Romain Grosjean fez uma avaliação pouco elogiosa da temporada 2022 da Haas na Fórmula 1.

O time norte-americano surpreendeu ao somar 15 pontos nas quatro primeiras corridas do ano. No entanto, desde então, são cinco etapas sem pontuar, tendo como melhores resultados o 14º lugar de Mick Schumacher na Espanha e no Azerbaijão.

“É um pouco típico da Haas: retroceder depois de um bom começo”, afirmou o francês, piloto do time entre 2016 e 2020, em entrevista ao Canal+.

No caso de Mick Schumacher, Grosjean acredita que a situação no time é ainda pior. Com o bom desempenho do companheiro Kevin Magnussen, responsável por todos os pontos do time no ano, o alemão se viu pressionado a entregar bons resultados; no entanto, com o retrocesso do time no grid, as chances se tornaram menores.

“A situação na Haas não ajuda, porque os adversários estão mais e mais fortes”, analisou o atual piloto da Andretti na Fórmula Indy. “Tenho certeza de que Mick tem sempre os pontos de Kevin em mente, incluindo o quinto lugar no começo da temporada (no Bahrein), mas a Haas já não é mais tão boa”, acrescentou.

O jornal alemão Bild afirma que a Haas estipulou um prazo de quatro corridas (Inglaterra, Áustria, França e Hungria) para que Mick Schumacher some pontos antes de começar a decidir o futuro do piloto. O alemão tem contrato apenas até o fim de 2022 e futuro incerto, embora conte com o apoio da Ferrari para permanecer no grid.

Para Grosjean, o momento é tentar evitar pressões. “Quando Mick tenta muito repetir as melhores performances, como no Bahrein (foi 11º, seu melhor resultado na F1), os erros vêm. Então ele deveria apenas relaxar e aproveitar seu tempo”, acredita.

“Às vezes, na Fórmula 1, ir um pouco mais devagar significa conseguir melhores resultados no fim das contas”, acrescentou.