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Edmundo: “Crespo se perdeu, mas a maneira como ele saiu não foi legal”

De volta ao Grupo Bandeirantes, comentarista analisou troca de comando do São Paulo

Da Redação, com Rádio Bandeirantes 14/10/2021 • 10:31 - Atualizado em 14/10/2021 • 10:42

De volta ao Grupo Bandeirantes de Comunicação após cinco anos, Edmundo recebeu as boas-vindas no Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, nesta quinta-feira (14) e já analisou uma das principais notícias do futebol brasileiro nas últimas horas: a saída do técnico Hernán Crespo e o retorno de Rogério Ceni ao São Paulo

“Eu sou sempre contra uma mudança radical de trabalho, mas o clube não pode ficar refém de um técnico porque num passado, mesmo que recente, ele tenha conquistado o Paulista depois de nove anos sem títulos do São Paulo. O Crespo se perdeu um pouco. Isso de colocar o Gabriel Sara de lateral esquerdo, o Igor Gomes de direito, uma mentalidade europeia que não se enquadra aqui e resultados péssimos”, avaliou. 

“Mas a maneira (como ele saiu) não foi legal e engana a gente que trabalha com o futebol e o público. Ele estava prestigiado no final de semana, agora é mandado embora e poucas horas depois o Ceni chega, treina o time, já aparece no BID e comanda a equipe hoje (quinta) contra o Ceará. Mas o Ceni tem uma história lindíssima como jogador do São Paulo e agora é provar que pode ser a solução como técnico”, completou o ex-atacante.  

Edmundo trabalhou no Grupo Bandeirantes entre 2010 e 2016. Nesta nova etapa, ele será integrante da equipe do 3º Tempo aos domingos, além de participar das transmissões dos jogos da Rádio Bandeirantes e de outros programas da casa. 

“Estou feliz e lisonjeado. Tenho certeza de que vamos fazer grandes coberturas, grandes jogos e grandes reportagens neste período que espero que dure muito tempo. E vamos nos divertir e nos emocionar muito na rádio, onde não pude atuar na primeira passagem por causa das viagens e da cobertura dos jogos pela TV”, destacou o comentarista, que vai reestrear num momento em que o torcedor começa a voltar aos estádios do Brasil. 

“Foi um período muito triste do país como um todo e do futebol em especial porque a alegria maior é ver o sorriso no rosto do torcedor, o que não foi possível. Aos poucos as coisas estão voltando ao normal. A vibração do torcedor é essencial para o jogador desenvolver melhor seu futebol”, concluiu.